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Programa de Pós-Graduação do Instituto de Biociências da USP - Departamento de Genética e Biologia Evolutiva

Disciplina: BIO 5759 – IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES EM DADOS BIOLÓGICOS UTILIZANDO MÉTRICAS DE ANÁLISE DE REDES SOCIAIS

Professores Responsáveis: Dras. Cristina Yumi Miyaki, Juliana Saragiotto Silva e Tatiana Teixeira Torres

Data: 23 a 27/01/17

Horário:  9h às 12h e das 14h às 18h

Local: IB/USP (Torres Lab)

Créditos:  2                                

Objetivo: Apresentar e discutir as métricas de Análise de Redes Sociais como um recurso de apoio aos estudos com Redes de Interação/Coocorrência biológicas. Capacitar o aluno na identificação de padrões de agrupamento e correlações em dados biológicos, por meio da utilização de uma metodologia para aplicação de métricas de Análise de Redes Sociais em biodiversidade.

Informações:

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# Profs. Resps.: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ;

Voos coletivos

Interação entre pesquisadores acadêmicos e observadores de aves fortalece a produção científica

CARLOS FIORAVANTI | ED. 245 | JULHO 2016

 

 EDUARDO CESAR

Aves urbanas: caminhada na mata do Instituto Butantan

Aves urbanas: caminhada na mata do Instituto Butantan

A colaboração entre pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos no estudo da distribuição geográfica de aves no Brasil tem sido profícua. A partir do WikiAves, uma base com registros de quase todas as espécies brasileiras conhecidas e 1,6 milhão de fotos, tiradas por 24 mil usuários, biólogos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) verificaram que cinco espécies de pássaros do gênero Drymophila, conhecidas como choquinhas, ganharam espaço na Mata Atlântica litorânea. De acordo com os registros de observadores de aves, uma das espécies, D. squamata, vive hoje em uma área de 283 mil quilômetros quadrados maior à que havia sido registrada antes pela equipe da PUC em consultas a museus e artigos científicos publicados nos últimos 100 anos.

“Os observadores de aves podem ajudar muito a pesquisa científica, porque fazem registros de espécies ou de comportamentos em lugares onde os pesquisadores ligados à universidade nunca estiveram ou dificilmente estarão”, diz o biólogo Henrique Rajão, responsável pelos levantamentos sobre a Drymophila. Ele e a bióloga Érica Santos estão agora escrevendo um artigo científico contando sobre a ampliação do espaço ocupado pelas aves desse gênero, que não passam de 14 centímetros de comprimento e podem ter penas ruivas ou vermelhas, de acordo com a espécie.

© LUCIANO LIMA / ACERVO BUTANTAN

Saí-azul

Saí-azul

Rajão interage com observadores de aves desvinculados de instituições acadêmicas desde fevereiro de 2002. Foi quando o presidente da Associação de Amigos do Jardim Botânico do Rio do Janeiro perguntou se ele poderia guiar um grupo de visitantes em um passeio de observação, porque um dos sócios havia doado 12 binóculos e ninguém sabia usá-los corretamente. Sentindo-se aviltado, Rajão alegou que não era guia, mas cientista, nessa época fazendo o doutorado em genética de aves. Mas, mesmo a contragosto, aceitou o convite e observou o encantamento do grupo de cerca de 20 moradores do Rio que pela primeira vez viam um tucano, um beija-flor-de-fronte-violeta ou um pica-pau enquanto caminhavam pela mata de 137 hectares do Jardim Botânico, anexa à Floresta da Tijuca. Rajão gostou da experiência a ponto de conduzir os passeios seguintes, realizados no último sábado de cada mês, de modo contínuo, há 14 anos. Inspirados nessa experiência, biólogos do Instituto Butantan criaram o Observatório de Aves e desde 2014 organizam passeios mensais com dezenas de pessoas que igualmente se deslumbram com pica-paus, carcarás, sabiás-brancos, pula-pulas e outras aves da mata de 60 hectares do instituto paulista. Atualmente, além das atividades de educação e divulgação científica, o Observatório faz um monitoramento de longo prazo de populações de espécies silvestres e pesquisas sobre ecologia, história natural e vigilância epidemiológica, por meio da coleta e análise de microrganismos encontrados em aves.

Reconhecimento 
Na manhã de 22 de maio, último dia do Avistar, um congresso de observadores de aves realizado no Butantan, Rajão expôs sua admiração pelo trabalho de especialistas não acadêmicos ao apresentar os artigos científicos escritos pelo médico Roberto Stenzel e pelo dentista Pythagoras Souza sobre, por exemplo, os hábitos reprodutivos do cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melonops), que os ornitólogos ainda não haviam descrito. Embora não seja a regra, pesquisadores não acadêmicos conquistam respeito dos acadêmicos também em outras áreas, como o desembargador Elton Leme, que se tornou um especialista em bromélias e assina artigos científicos ao lado de botânicos profissionais (ver reportagem).

“Precisamos de mais colaboradores”, disse várias vezes o biólogo Pedro Develey, diretor-executivo da organização não governamental Save/BirdLife, durante o Avistar. “Somente os ornitólogos não vão dar conta de mapear a biodiversidade do Brasil.” Dez dias antes, no computador de seu escritório, Develey havia observado mais uma vez com inquietação um mapa animado mostrando o deslocamento de 118 espécies de aves migratórias do norte ao sul das Américas. O mapa foi produzido na Universidade Cornell, Estados Unidos, a partir de milhões de registros obtidos de 2002 a 2011 e publicado em janeiro de 2016 no site do laboratório de ornitologia da instituiçãoNesse mapa, o território brasileiro aparece praticamente vazio, sem registro de batuíras, piru-pirus, maçaricos, pernilongos, maçaricos-de-bico-torto, narcejas, pisa-n’água e outras espécies de aves migratórias que passam pelo Brasil.

© LUCIANO LIMA / ACERVO BUTANTAN

Tiê-preto

Tiê-preto

A prioridade agora são os maçaricos, grupo de aves com 15 centímetros de comprimento e peso de 100 a 200 gramas, com cinco espécies ameaçadas de extinção. Todos os anos, milhares de representantes desse grupo se reproduzem no Ártico ou no Canadá. Quando chega o inverno, partem para uma viagem de 6 mil quilômetros rumo ao Sul. Param, descansam e se alimentam, principalmente no litoral do Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul. Depois seguem até a Argentina, de onde partem no início do inverno rumo ao Norte. Segundo Juliana de Almeida, gerente de projetos da Save/BirdLife, por causa da perda de lugares de descanso e alimentação, no Brasil e em outros países, uma das espécies desse grupo, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus), está ameaçada de extinção.

“Todos podem participar do processo de entender o que está acontecendo com as aves no mundo”, reforçou John Fitzpatrick, diretor do laboratório de ornitologia de Cornell. Nos Estados Unidos, cerca de 50 milhões de pessoas se dedicam à observação de aves. “Somos um exército”, disse Fitzpatrick. Desde 1997, o grupo de Cornell publicou mais de 60 artigos científicos fundamentados em registros feitos por observadores de aves não acadêmicos, uma forma de colaboração que ganha força nos Estados Unidos. Em janeiro de 2016, o governo federal reconheceu o valor dos colaboradores não acadêmicos e distribuiu um conjunto de orientações para os órgãos públicos aproveitarem mais a participação dos cidadãos como parte de suas estratégias de inovação. Um comunicado de abril da União Geofísica Americana incentiva a participação da população: “Viu um deslizamento, sentiu um tremor de terra ou observou os primeiros brotos da primavera? Pegue seu celular e envie um registro”.

Em uma experiência similar, em 2015, por meio de cartazes de “procura-se”, pesquisadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul lançaram uma campanha para encontrar uma espécie invasora de abelha, a mamangava-de-cauda-branca (Bombus terrestris), que já se espalhara pela Argentina e avançava rumo ao Uruguai. Sua chegada, provavelmente pelo sul do Brasil, poderia prejudicar a agricultura e as espécies nativas de abelhas. Em um ano e meio, desde que lançou a campanha, o biólogo André Luis Acosta, pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Universidade de São Paulo (USP), recebeu cerca de 100 fotos sobre potenciais avistamentos da abelha procurada, mas nenhuma era a espécie procurada. “Como a campanha continua”, diz ele, “a qualquer momento poderemos identificar o momento de sua chegada ao país e tomar as medidas necessárias para reduzir seu impacto na agricultura”. Esse recurso já foi utilizado outras vezes. No início do século XX, o médico Vital Brazil, primeiro diretor do Butantan, incentivava os moradores das fazendas do interior paulista a enviar para o instituto serpentes que encontravam, devidamente acondicionadas em caixas que ele enviava por meio dos trens da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, e em troca remetia soros antiofídicos, também pela ferrovia e sem custos.

© ANDRÉ LUIS ACOSTA / USP

A mamangava-de-cauda-branca: provável entrada pelo sul do país

A mamangava-de-cauda-branca: provável entrada pelo sul do país

WikiAves e eBird
Os 40 mil observadores de aves não acadêmicos e cerca de 500 ornitólogos ligados a instituições formais de pesquisa acadêmica podem registrar em duas bases de dados as informações sobre as espécies que veem pelo Brasil. A primeira é a WikiAves, criada em 2008 e mantida pelo analista de sistemas e observador de aves Reinaldo Guedes. De alcance nacional, a WikiAves contém registros de 1.860 das 1.916 espécies brasileiras conhecidas. A segunda base é o eBird, criado na Universidade Cornell e de abrangência mundial. A versão em português, criada e mantida em parceria com o Observatório de Aves do Instituto Butantan, a PUC-Rio e Save Brasil, está em funcionamento desde o ano passado e reúne cerca de 1.200 usuários no Brasil, bem menos que os 24 mil da outra base.

As duas bases são abertas a qualquer interessado, geram informações que dimensionam a riqueza biológica de cada lugar, são acompanhadas por monitores voluntários e podem ser acessadas e manipuladas por meio do celular. Enquanto a WikiAves valoriza as fotos e seus autores, o eBird enfatiza o número de exemplares de cada espécie observada, o que permite calcular a variação do tamanho das populações e fazer estudos de migrações pelas Américas.

Os ornitólogos reconhecem a qualidade da informação e a importância das bases de dados construídas por não acadêmicos, mas se inquietam diante de uma característica da WikiAves que limita os estudos acadêmicos: essa base indica apenas os municípios, que são imensos na região Norte, e não o lugar exato de cada registro. Além disso, os observadores de aves nem sempre registram informações com o rigor e a precisão desejados pelos ornitólogos de instituições formais de pesquisa. Para assegurar a qualidade das informações, biólogos dos Estados Unidos e do Canadá, no editorial da edição de junho da Conservation Biology, propõem que a interação e o treinamento dos colaboradores não acadêmicos na coleta de informações sejam intensificados.

© WAGNER NOGUEIRA

Rolinha-do-planalto: reencontrada após 75 anos

Rolinha-do-planalto: reencontrada após 75 anos

“Os eventuais erros tendem a desaparecer diante do volume de informações”, ressalvou Mario Cohn-Haft, ornitólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus. “Há também erros coletivos, como os de identificação de espécies, que se propagam, mas podem ser rastreados e corrigidos.” Em consideração aos observadores de aves, Cohn-Haft apresentou no Avistar, na forma de filmes curtos e gravações de sons de aves, os primeiros resultados de uma expedição científica coordenada por ele à serra da Mocidade, em Roraima. Realizada em janeiro e fevereiro de 2016, com quase 70 participantes, a viagem resultou na identificação de 40 possíveis novas espécies de animais e plantas e deve ser apresentada em um documentário a ser lançado no segundo semestre deste ano.

Foi também no Avistar que o biólogo Rafael Bessa anunciou a redescoberta da rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis). Descoberta em 1823, essa espécie, com olhos azuis e cabeça com penugem marrom, peito acobreado e asas marrom e esverdeadas com manchas azuis, foi vista pela última vez em 1941 no Cerrado do sul de Goiás, e ele a reencontrou em julho de 2015 no interior de Minas Gerais. Bessa postou uma foto da rolinha-do-planalto na WikiAves, mas sem revelar o lugar exato para impedir uma corrida de observadores ou caçadores de aves, até que seja implantado o plano de preservação de uma área particular de Cerrado com 400 hectares em que 12 exemplares dessa espécie já foram vistos desde 2015.

 

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Artigo científico
LUKYANENKO, R. et alEmerging problems of data quality in citizen scienceConservation Biology, v. 30, n. 3, p. 447–9, 2016.

Chips ajudam a monitorar árvores e podem evitar riscos de queda

O manejo e o gerenciamento de árvores nas cidades brasileiras ainda são um assunto problemático. A grande variedade de espécies, o plantio de forma inadequada, o envelhecimento e outras adversidades acabam provocando acidentes, como a queda abrupta de alguns espécimes, o que pode trazer consequências trágicas. De acordo com o site da prefeitura da cidade de São Paulo, de 1º de janeiro a 30 de abril deste ano, foram registradas 1.273 quedas de árvores na capital paulista.

Para  fornecer aos gestores ambientais um recurso ágil para monitorar essas condições, o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveu um projeto piloto para analisar as árvores da Cidade Universitária, em São Paulo.

O sistema é composto por um chip comprado pronto e instalado dentro de um tipo de prego (feito de plástico de engenharia, mais resistente e durável). Esse prego é implantado em lugar de fácil acesso nas árvores. “É como se cada árvore possuísse um ‘RG’, o chip armazena todas as informações sobre ela — espécie, idade, doenças, inclinação, geolocalização, latitude, longitude etc., obtidas a partir de um banco de dados preexistente”, explica Carlos Eduardo Cugnasca, professor da Poli e coordenador do projeto.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O prego plástico facilita o implante do chip na árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

A leitura dos dados contidos no chip é feita por um celular smartphone com sistema operacional Android, que tenha um aplicativo leitor da tecnologia Near Field Comunication (NFC), comunicação de pequena distância, em português. Basta aproximar fisicamente o celular do prego com o chip que o aplicativo fornece as informações sobre a árvore.

Chamado de Inventário Ambiental na Cidade Universitária, o projeto piloto é uma parceria com a Prefeitura do Campus da USP da Capital (PUSP-C) e incluiu a instalação de chips em cerca de 200 árvores do campus.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Proporção do prego em relação à árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Todo esse processo começou há quase três anos. Entretanto, por conta da crise financeira na USP e das mudanças e reorganização na gestão da prefeitura do campus, o projeto não está andando com a velocidade desejada, mas a ideia é que ele se aprimore ainda mais. “Por enquanto, o acompanhamento das árvores está suspenso, mas se está buscando fontes de financiamento para a continuidade das pesquisas”, ressalta Cugnasca.

Quando implantado o monitoramento, “a prefeitura do campus poderá fazer um planejamento inteligente, pois é possível saber quando deve ser feita a próxima poda, que tipo e quando foi feita alguma intervenção”, conta o professor da Poli.

De acordo com Cugnasca, o projeto piloto pode ser ampliado com a colocação de chips nas árvores da reserva de Mata Atlântica presente no campus da Cidade Universitária.

A ideia é que as escolas realizem trilhas ambientais em que o professor/tutor poderá usar o smartphone para identificar rapidamente a árvore e adquirir toda uma ficha técnica que pode acrescentar o conteúdo passado para os alunos. “Tudo vai depender dos resultados obtidos nas árvores já em análise”, observa o professor.

Tecnologia do futuro

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Tecnologia simples e barata ajuda a planejar o manejo das árvores na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A implantação dos chips nas árvores da Cidade Universitária é um projeto experimental e está inserido no conceito de Cidades Inteligentes, que visa ao uso de tecnologias diversas e da internet para o desenvolvimento sustentável. Baseia-se também no conceito de Internet das Coisas, uma revolução tecnológica que propõe a ligação de todos os objetos do dia a dia à rede mundial de computadores.

Cugnasca afirma que essa tecnologia já vem sendo usada no exterior e com muito êxito. “Em Paris, por exemplo, colocam o chip em todas as árvores da cidade, possibilitando uma forma mais racional de tratar essa questão, pois consideram a árvore como um ser vivo, que é plantado, se desenvolve, cresce, dura um certo período de vida e morre como qualquer outro ser. Só que antes da planta morrer, a substituem por outra. Quando a árvore já está ficando velha é transplantada antes de causar problemas. Há sempre uma renovação e nunca as árvores caem, assim não causam problemas e se mantém na cidade a quantidade arbórea desejada”, afirma.

Outras aplicações

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pedaço de um dormente de trilho da CPTM onde será inserido um chip – Foto: Marcos Santos/USP Imagen 

O professor da Poli lembra que essa tecnologia tem inúmeras aplicações, como, por exemplo, o uso do chip para monitorar os dormentes de uma linha de trem para controle da durabilidade, do estoque, estatística de desgaste, acompanhamento do descarte, entre outras finalidades.

É o caso de um projeto que está sendo realizado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Poli. As instituições estão desenvolvendo um estudo para avaliar qual chip é mais adequado, qual o local a ser implantado no dormente, “pois este recebe carga muito pesada, não podendo ser instalado em qualquer parte da madeira”, explica Cugnasca.

A segunda fase, ainda sem precisão de início, consiste em modificar o sistema de informações da CPTM para que, quando esta receber um lote de dormentes, os leitores passem automaticamente informações para o banco de dados da empresa, facilitando a localização do objeto com rapidez como também dando baixa no estoque.

Com informações de Ingrid Luisa, do Jornalismo Júnior da ECA, para a Assessoria de Imprensa da Poli

 

Fonte: http://jornal.usp.br/universidade/chips-ajudam-monitorar-arvores-e-podem-evitar-riscos-de-queda/

II Workshop sobre ferramentas computacionais para estudos palinológicos

Programação:
Quarta-feira (27/04/2016) - Aberto ao público
 
8:00h Recepção e inscrição de pesquisadores e ouvintes.
9:00h Abertura - Apresentação da Rede de Catálogos Polínicos online - RCPol (Dra. Cláudia Inês da Silva, Universidade de São Paulo - IB/USP)
 
9:30-12:00h Palestras - Moderadora: Dra. Soraia Girardi Bauermann, Universidade Luterana do Brasil - ULBRA
9:30h Estado da Arte das palinotecas na América Latina (Dra. Maria de las Mercedes di Pasquo Lartigue, CICYTTP-CONICET)
10:00h Pausa para um café
10:30h Paleopalinology through time (Dra. Marie-Pierre Ledru, Institut de recherche pour le développement)
11:00h Vegetation and climate dynamics in Brazil during the late Quaternary (Dr. Hermann Behling, Georg-August-Universität Göttingen)
11:30h Discussão
 
12:00-14:00h Pausa para o almoço
 14:00h Pólen e taxonomia de plantas em perspectiva (Dr. Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS)
14:30h Palinologia Forense no IGc/USP: novo paradigma e novas metodologias (Dr. Paulo Eduardo de Oliveira, Universidade de São Paulo - IGc/USP)
15:00h Análise polínica como ferramenta para estudos em ecologia: a trajetória do Laboratório de Abelhas-IBUSP (Dra. Astrid de Matos Peixoto Kleinert, Universidade de São Paulo - IB/USP)
 
15:30h Pausa para um café 
16:00h Polinização e Conservação de Polinizadores no Âmbito Global (Dra. Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Universidade de São Paulo - IB/USP)
16:30h Estado da arte da palinologia no Laboratório Álvaro Xavier Moreira-Museu Nacional/UFRJ (Dra. Vânia Gonçalves Lourenço Esteves, Museu Nacional do Rio de Janeiro - MN/UFRJ)
17:00h Base de Dados Computacionais e Biodiversidade (Dr. Antonio Mauro Saraiva, Universidade de São Paulo - EP/USP)
 
17:30h Encerramento - Apresentação do Bee Care Bayer (Cláudia Quaglierini, Bee Care Bayer)
 
Local: Escola Politécnica da USP, Prédio do Biênio - Anfiteatros do Cirquinho - Bloco A - sala A1-06 (manhã), sala A1-05 (tarde)
Endereço: Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº 128, Cidade Universitária - São Paulo - SP - Brasil
 
Quinta-feira (28/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Apresentação do site, apresentação da ferramenta computacional de identificação de espécies, avaliação dos protocolos, treinamento para organização e inserção de dados na RCPol.
Local: Bayer, Prédio 301 - Térreo - Sala de Treinamentos
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 1
 
Sexta-feira (29/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Estruturação da parte operacional da RCPol; Preparação do Estatuto da RCPol, definição de qualidade de dados, escolha dos membros dos Conselhos Técnico e Científico da RCPol.
Local: Bayer, Prédio 104 - Térreo - Salas Diamante e Esmeralda
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 
 
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Programação:
Quarta-feira (27/04/2016) - Aberto ao público
8:00h Recepção e inscrição de pesquisadores e ouvintes.
9:00h Abertura - Apresentação da Rede de Catálogos Polínicos online - RCPol (Dra. Cláudia Inês da Silva, Universidade de São Paulo - IB/USP)
9:30-12:00h Palestras -
Moderadora: Dra. Soraia Girardi Bauermann, Universidade Luterana do Brasil - ULBRA
9:30h Estado da Arte das palinotecas na América Latina (Dra. Maria de las Mercedes di Pasquo Lartigue, CICYTTP-CONICET)
10:00h Pausa para um café
10:30h Paleopalinology through time (Dra. Marie-Pierre Ledru, Institut de recherche pour le développement)
11:00h Vegetation and climate dynamics in Brazil during the late Quaternary (Dr. Hermann Behling, Georg-August-Universität Göttingen)
11:30h Discussão
12:00-14:00h Pausa para o almoço
14:00h Pólen e taxonomia de plantas em perspectiva (Dr. Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS)
14:30h Palinologia Forense no IGc/USP: novo paradigma e novas metodologias (Dr. Paulo Eduardo de Oliveira, Universidade de São Paulo - IGc/USP)
15:00h Análise polínica como ferramenta para estudos em ecologia: a trajetória do Laboratório de Abelhas-IBUSP (Dra. Astrid de Matos Peixoto Kleinert, Universidade de São Paulo - IB/USP)
15:30 Pausa para um café
16:00h Polinização e Conservação de Polinizadores no Âmbito Global (Dra. Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Universidade de São Paulo - IB/USP)
16:30h Estado da arte da palinologia no Laboratório Álvaro Xavier Moreira-Museu Nacional/UFRJ (Dra. Vânia Gonçalves Lourenço Esteves, Museu Nacional do Rio de Janeiro - MN/UFRJ)
17:00h Base de Dados Computacionais e Biodiversidade (Dr. Antonio Mauro Saraiva, Universidade de São Paulo - EP/USP)
17:30h Encerramento - Apresentação do Bee Care Bayer (Cláudia Quaglierini, Bee Care Bayer)
Local: Escola Politécnica da USP, Prédio do Biênio - Anfiteatros do Cirquinho - Bloco A - sala A1-06 (manhã), sala A1-05 (tarde)
Endereço: Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº 128, Cidade Universitária - São Paulo - SP - Brasil
Quinta-feira (28/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Apresentação do site, apresentação da ferramenta computacional de identificação de espécies, avaliação dos protocolos, treinamento para organização e inserção de dados na RCPol.
Local: Bayer, Prédio 301 - Térreo - Sala de Treinamentos
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 1
Sexta-feira (29/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Estruturação da parte operacional da RCPol; Preparação do Estatuto da RCPol, definição de qualidade de dados, escolha dos membros dos Conselhos Técnico e Científico da RCPol.
Local: Bayer, Prédio 104 - Térreo - Salas Diamante e Esmeralda
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 

Estudo do Prof. Saraiva-PCS, publicado na Revista Science, comprova que o maior número de polinizadores em pequenas propriedades aumenta produção agrícola

Promover a biodiversidade pode ser um caminho sustentável para ampliar a oferta de alimentos no mundo, principalmente a produção vinda de pequenos agricultores. Um estudo publicado hoje, 22 de janeiro, na revista Science, comprova que a diferença de produtividade entre pequenas áreas agrícolas com baixa e alta produção poderia ser melhorada 24%, em média, somente com o aumento do número de visitantes florais (polinizadores). Em grandes propriedades, para a melhora ocorrer, deve-se diversificar também as espécies desses visitantes. O estudo contou com a participação de pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) em Biodiversidade e Computação (BioComp), sediado na USP.

Os polinizadores são os “responsáveis” por levar o pólen de uma flor para a outra para que ocorra a fecundação da planta. Eles podem ser de variados tipos, desde animais até mesmo o vento. No entanto, a maioria e os mais frequentes são os insetos, principalmente as abelhas.

Preservação de polinizadores, como as abelhas, é importante para produção agrícola

Os pesquisadores do NAP BioComp organizaram o banco de dados resultante da coleta de informações nas propriedades rurais. Foram analisados 344 campos de 33 diferentes sistemas de produção de culturas dependentes de polinizadores em pequenas e grandes propriedades na Ásia, África e América Latina. Essas culturas englobam algodão, canola, caju, maçã, melão, tomate, café, manga, pepino, nabo, framboesa, girassol, cardamomo, entre outros.

“Algumas espécies de plantas necessitam da presença do polinizador para que o fruto e a semente sejam formados. Se você não tiver o polinizador, a planta não gera o fruto ou o gera, mas com uma eficiência muito menor, então, essas plantas são chamadas de dependentes de polinizador”, explica Antonio Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, coordenador do NAP BioCamp e um dos autores do estudo.

Por isso, a quantidade de visitas do polinizador à planta reflete na produtividade. No estudo, os pesquisadores identificaram a relação entre o aumento da produção nas pequenas propriedades agrícolas (aquelas com até 2 hectares) por causa da densidade de visitantes. Para as áreas maiores, apenas a quantidade de visitantes florais não aumentou a produtividade, mas sim a diversificação das espécies visitantes.

“Quando temos propriedades maiores, é comum a presença de polinizadores com longo alcance de voo que, em geral, não são específicos de uma planta. Esses polinizadores podem visitar várias plantas numa área maior. Por isso, para aumentar os visitantes florais em grandes áreas, é preciso diversificar as espécies para provocar o aumento da visitação na mesma planta”, informa o professor.

Segurança alimentar
O estudo alerta que muitos sistemas de produção agrícola têm negligenciado a importância do polinizador. “Há um estímulo para práticas de manejo da produção relacionadas principalmente ao solo, mas praticamente se esquece da importância da polinização. E a pesquisa comprova que, somente com o aumento dos polinizadores, temos um incremento de 24% na produção das pequenas propriedades”, destaca Saraiva.

A produtividade dos pequenos agricultores tem um impacto direto na questão da segurança alimentar. A pesquisa publicada na Science indica que há mais de 2 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento dependentes da produção de alimentos vindas das pequenas propriedades.

O professor Saraiva lembra ainda para os cuidados com a preservação dos polinizadores, que em sua maioria são as abelhas. Estudos apontam para a relação entre o desaparecimento delas e o uso indiscriminado de agrotóxicos.

“Como os polinizadores estão sendo ameaçados, é preciso rever essa tendência, sugestões para isso seriam plantios de faixas com plantas com flores para que os polinizadores possam se alimentar em épocas em que a cultura em si não tem flor; uso mais adequado dos pesticidas em períodos quando há menos polinizadores; restaurar áreas naturais nas redondezas das culturas porque elas servem de abrigo e alimento para os polinizadores quando as culturas não estão com flores.”

Estudo
O artigo Mutually beneficial pollinator diversity and crop yield outcomes in small and large farms publicado na Science é resultado de um trabalho desenvolvido por pesquisadores de 18 países, com base em dados de culturas de 12 nações (Argentina, Brasil, Colômbia, África do Sul, Gana, Quênia, China, Índia, Indonésia, Nepal, Paquistão e Noruega).

O ponto de partida foi um projeto de pesquisa desenvolvido entre 2010 e 2014. Chamado de “Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica”, ele contou com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF) e foi executado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A proposta foi estudar a polinização em culturas de cada um dos 12 países.

No Brasil, o projeto teve como ponto focal o Ministério do Meio Ambiente e teve a participação de diversas instituições de pesquisa. No site Polinizadores do Brasil, há mais informações sobre a participação brasileira.

Por Hérika Dias -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Foto: Wikimedia Commons/Andreas Trepte

Convite - Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data

O Nucleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da USP, BioComp, em conjunto com a FAPESP, o Global Biodiversity Information Facility, GBIF, e o Biodiversity Information Standards, TDWG, realizarão o evento Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data.

O evento visa definir um modelo conceitual comum para se lidar com a qualidade de dados em biodiversidade, e conta com a presença de pesquisadores de vários países (EUA, Dinamarca,Canadá, França, Australia, Mexico, Espanha, Colombia, além do Brasil).

Constará de um dia aberto ao público (http://www.fapesp.br/10043) e três dias de oficinas na USP.

Convido a todos a participarem e se inscreverem no site da FAPESP para o dia aberto ao público (dia 8/3).

Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data

INVITATION

The São Paulo Research Foundation, FAPESP, within the scope of the BIOTA-FAPESP Program, and the Research Center on Biodiversity and Computing, of the University of São Paulo (BioComp-USP), invite to the

March, 8th, 2016
8h30 to 17h00
FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa – São Paulo

Experts who are working with the Global Biodiversity Information Facility (GBIF) and the Biodiversity Information Standards (TDWG) will discuss the latest on the development of a common conceptual foundation for biodiversity data quality (DQ). Practical aspects, including the identification of DQ requirements for species distribution modeling and for agrobiodiversity, and the development of a catalog of DQ tools and services will also be discussed. It is an excellent opportunity for researchers and students those involved with biodiversity data to learn about the latest findings of the group and to get involved.

Updated Information: www.fapesp.br/eventos/gbif

Register your interest in attending the event: www.fapesp.br/eventos/gbif/interest

Official language: English (Simultaneous translation will not be provided)

Program

8h30

Registration

9h00

Opening Session / Introduction and Program Overview
Carlos Alfredo Joly, BIOTA – FAPESP Program coordinator
Antonio Mauro Saraiva, Research Center on Biodiversity and Computing (BioComp)/Poli/USP, Brazil

9h30

An Overview on Biodiversity Data Quality
Arthur D. Chapman, Australian Biodiversity Information Services, Australia

10h10

GBIF Initiatives on Data Quality
Dmitry Schigel, Global Biodiversity Information Facility (GBIF), Denmark

10h30

GBIF.org and Access to Data
Christian Gendreau, Global Biodiversity Information Facility (GBIF), Denmark

10h50

A Conceptual Framework for Data Quality
Allan Koch Veiga, BioComp/Poli/USP, Brazil

11h30

Q+A

12h00

Lunch (restaurants around FAPESP)

14h00

Data Quality: Tools and Services
Lee Belbin, The Atlas of Living Australia/Blatant Fabrications, Australia

14h20

Capturing Data Quality Use Cases
Miles Nicholls, The Atlas of Living Australia/CSIRO, Australia

14h40

Data Needs and Challenges for Current and Future Niche and Distribution Modeling
Enrique Martínez Meyer, Institute of Biology, Universidad Nacional Autónoma de México

15h00

Coffee break

15h20

A Shift from Quantity to Quality in Primary Biodiversity Data
Jorge M. Lobo, National Museum of Natural Sciences, Spain

15h40

GBIF Data Fitness for Use in Agrobiodiversity: Results of the Experts’ Consultation and Recommendations of the Task Group
Elizabeth Arnaud, Bioversity International, France

16h00

Data Quality Requirements for Agrobiodiversity: Case of Crop Wild Relatives
Nora Patricia Castañeda Álvarez, International Center for Tropical Agriculture (CIAT), Colombia

16h20

SOLVE_WITH_MORE_DATA and other Lessons from Biodiversity Data Quality Initiatives at the Museum of Comparative Zoology
Paul J. Morris, Museum of Comparative Zoology, Harvard University, USA

16h40

Q+A / Conclusions

17h00

Closing Session

Support by:

Biota BioComp GBIF TDWG

Event free of charge / Limited registration
Information: (11) 3838-4362 / O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

Parking suggestions: Pio Park - Rua Pio XI, 1320 | Tonimar - Rua Jorge Americano, 89

Fonte: http://www.fapesp.br/eventos/gbif

Ampliar densidade de polinizadores aumenta produção agrícola

Estudo comprova que o maior número de polinizadores em pequenas propriedades melhora rendimento de culturas

Promover a biodiversidade pode ser um caminho sustentável para ampliar a oferta de alimentos no mundo, principalmente a produção vinda de pequenos agricultores. Um estudo publicado neste mês na revista Science comprova que a diferença de produtividade entre pequenas áreas agrícolas com baixa e alta produção poderia ser melhorada 24%, em média, somente com o aumento do número de visitantes florais (polinizadores). Em grandes propriedades, para a melhora ocorrer, deve-se diversificar também as espécies desses visitantes. O estudo contou com a participação de pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) em Biodiversidade e Computação (BioComp), sediado na USP.

Os polinizadores são os “responsáveis” por levar o pólen de uma flor para a outra para que ocorra a fecundação da planta. Eles podem ser de variados tipos, desde animais até mesmo o vento. No entanto, a maioria e os mais frequentes são os insetos, principalmente as abelhas.

Os pesquisadores do NAP BioComp organizaram o banco de dados resultante da coleta de informações nas propriedades rurais. Foram analisados 344 campos de 33 diferentes sistemas de produção de culturas dependentes de polinizadores em pequenas e grandes propriedades na Ásia, África e América Latina. Essas culturas englobam algodão, canola, caju, maçã, melão, tomate, café, manga, pepino, nabo, framboesa, girassol, cardamomo, entre outros.

“Algumas espécies de plantas necessitam da presença do polinizador para que o fruto e a semente sejam formados. Se você não tiver o polinizador, a planta não gera o fruto ou o gera, mas com uma eficiência muito menor, então, essas plantas são chamadas de dependentes de polinizador”, explica Antonio Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, coordenador do NAP BioCamp e um dos autores do estudo.

Por isso, a quantidade de visitas do polinizador à planta reflete na produtividade. No estudo, os pesquisadores identificaram a relação entre o aumento da produção nas pequenas propriedades agrícolas (aquelas com até 2 hectares) por causa da densidade de visitantes. Para as áreas maiores, apenas a quantidade de visitantes florais não aumentou a produtividade, mas sim a diversificação das espécies visitantes.

“Quando temos propriedades maiores, é comum a presença de polinizadores com longo alcance de voo que, em geral, não são específicos de uma planta. Esses polinizadores podem visitar várias plantas numa área maior. Por isso, para aumentar os visitantes florais em grandes áreas, é preciso diversificar as espécies para provocar o aumento da visitação na mesma planta”, informa o professor.

Segurança alimentar

O estudo alerta que muitos sistemas de produção agrícola têm negligenciado a importância do polinizador. “Há um estímulo para práticas de manejo da produção relacionadas principalmente ao solo, mas praticamente se esquece da importância da polinização. E a pesquisa comprova que, somente com o aumento dos polinizadores, temos um incremento de 24% na produção das pequenas propriedades”, destaca Saraiva.

A produtividade dos pequenos agricultores tem um impacto direto na questão da segurança alimentar. A pesquisa publicada na Science indica que há mais de 2 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento dependentes da produção de alimentos vindas das pequenas propriedades.

O professor Saraiva lembra ainda para os cuidados com a preservação dos polinizadores, que em sua maioria são as abelhas. Estudos apontam para a relação entre o desaparecimento delas e o uso indiscriminado de agrotóxicos.

“Como os polinizadores estão sendo ameaçados, é preciso rever essa tendência, sugestões para isso seriam plantios de faixas com plantas com flores para que os polinizadores possam se alimentar em épocas em que a cultura em si não tem flor; uso mais adequado dos pesticidas em períodos quando há menos polinizadores; restaurar áreas naturais nas redondezas das culturas porque elas servem de abrigo e alimento para os polinizadores quando as culturas não estão com flores.”

Estudo

O artigo Mutually beneficial pollinator diversity and crop yield outcomes in small and large farms publicado na Science é resultado de um trabalho desenvolvido por pesquisadores de 18 países, com base em dados de culturas de 12 nações (Argentina, Brasil, Colômbia, África do Sul, Gana, Quênia, China, Índia, Indonésia, Nepal, Paquistão e Noruega).

O ponto de partida foi um projeto de pesquisa desenvolvido entre 2010 e 2014. Chamado de “Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica”, ele contou com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF) e foi executado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A proposta foi estudar a polinização em culturas de cada um dos 12 países.

No Brasil, o projeto teve como ponto focal o Ministério do Meio Ambiente e teve a participação de diversas instituições de pesquisa. No site Polinizadores do Brasil, há mais informações sobre a participação brasileira.

Hérika Dias / Agência USP de Notícias

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Plataforma web vai ajudar no descarte de eletroeletrônicos

Publicado por Valéria Dias em 2 de fevereiro de 2016 - 18:00 - Categoria: Tecnologia

Um grupo de alunos da USP está desenvolvendo uma plataforma web para auxiliar na localização de cooperativas de catadores treinadas pela Universidade no Projeto Eco-Eletro [1], com o intuito de indicar um local para o descarte adequado de resíduos eletroeletrônicos. A plataforma também vai beneficiar essas cooperativas, pois o usuário pode informar que tem um equipamento para ser descartado, ajudando na logística de recolhimento. O Projeto Eco-Eletro oferece a capacitação de cooperativas para a desmontagem segura e rentável de eletroeletrônicos.

[2]
Plataforma vai indicar onde o usuário pode deixar o eletroeletrônico

Tudo começou durante a etapa brasileira do Climathon 2015, realizado em junho na Agência USP de Inovação, em parceria com o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP e com o Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (Bio Comp [3]). O Climathon é um desafio mundial proposto pela Climate-KIG, instituto ligado à União Europeia, com o objetivo de buscar soluções inovadoras para melhorar a conservação da biodiversidade nas cidades. “Esse desafio foi um Hackathon, uma competição que ocorreu simultaneamente em várias países. Os participantes deveriam desenvolver, em 24 horas, uma solução ligada a aspectos ambientais e climáticos”, explica Sabrina Gonçalves Raimundo, uma das participantes do grupo e mestranda do Instituto de Biociências (IB) da USP. Posteriormente, o projeto foi apresentado na 21ª Conferência do Clima (COP 21), realizada em dezembro, em Paris.

O grupo brasileiro conta ainda com os alunos de graduação em Tecnologia da Informação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Filipe Filardi de Jesus, Thiago Nobayashi, Victor Edoardo Garcia Ribeiro Valeriano e de Fabiano Sampaio (que integrou o grupo até o final da COP 21).

O grupo desenvolveu um game como proposta inicial. “Conforme o usuário fosse jogando e ultrapassando as diversas fases, ele encontraria os locais para descartar os eletroeletrônicos”, explica. Após serem selecionados na primeira etapa do Climathon, eles foram convidados a aprofundar a proposta e tiveram dois meses e meio para desenvolver um plano de negócios, validar o projeto e fazer alguns ajustes.

Sabrina conta que a ideia principal do grupo sempre foi abordar a questão dos resíduos eletroeletrônicos. Eles conversaram com várias pessoas do setor, entre eles, os especialistas do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU [4]) da Poli, coordenado pela professora Tereza Cristina Carvalho, e também do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir [5]) da USP. O LASSU desenvolve, em parceria com o Instituto GEA Ética e Meio Ambiente, o Projeto Eco-Eletro.

Separar e vender as peças de um computador para empresas recicladoras é muito mais rentável que comercializar os equipamentos inteiros, como sucata. Porém, nesses equipamentos, são encontrados elementos tóxicos (chumbo, mercúrio, cromo) que podem contaminar as pessoas e o meio ambiente; já outros componentes podem ser reaproveitados, como os metais nobres (ouro, prata e platina); além do ferro, alumínio e plásticos. Por isso, a desmontagem exige treinamento. É isso que o Projeto Eco-Eletro proporciona aos participantes.

Após conversar com várias pessoas, o grupo mudou o plano de negócios e optou por desenvolver a plataforma web. A ideia é que os usuários possam localizar a cooperativa mais próxima ou para irem lá descartar ou para informar a cooperativa sobre a existência de um equipamento para ser descartado, gerando um mapa de demanda. “Pensamos também que a existência da plataforma poderia ser uma maneira de incentivar outras cooperativas de catadores a se interessarem pelo treinamento oferecido pelo Projeto Eco-Eletro”, diz.

A nova proposta foi enviada aos organizadores, em Londres. O projeto foi aprovado e, com isso, eles garantiram a participação na COP 21. No total, 12 grupos de vários outros países apresentaram seus projetos para investidores e empresários de várias partes do mundo. “Foi uma apresentação bem curta, de cerca de 2 minutos. Depois, cada grupo ficou em um stand e pudemos explicar a nossa ideia com mais detalhes”, conta.

Atualmente, o grupo está trabalhando no desenvolvimento da plataforma web, e ainda não há um endereço disponível. “Queremos fazer uma versão para smartphones, com cara de aplicativo, mas sem a necessidade de os usuários fazerem download. A plataforma vai oferecer outros recursos para os cooperados, entre eles, a disponibilização de um fluxo de caixa e um localizador dos lugares onde as cooperativas podem vender as peças retiradas dos equipamentos, entre outras funcionalidades”, comenta Sabrina.

De acordo a pesquisadora, a plataforma se transformou em projeto para a vida. Ela lembra que eles não se conheciam antes do Climathon. “A gente se conheceu por acaso durante o evento. Por isso, a Universidade precisa investir mais nesse tipo de atividade porque ela abre os horizontes e a gente sai do laboratório”, ressalta.

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Mais informações: email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  [6], com Sabrina Gonçalves

Etienne Américo Cartolano Júnior, from University of São Paulo (USP), conducts research at UMass Boston

Sept 2015—Sept 2016: Etienne Américo Cartolano Júnior, from University of São Paulo (USP), conducts research at UMass Boston

Etienne Cartolano is a computer engineer with a Masters degreefrom the Escola Politécnica of the  University of São Paulo (USP), Brazil and a specialization in Information Technology from the École Centrale de Lyon (France). He is currently a doctoral student at USP. His dissertation aims at creating an algorithm to measure trust in data collected by regular citizens in Citizen Science projects. This algorithm innovates by using data from social networks to define profiles' similarity between amateurs and specialists. Dr. Antonio Mauro Saraiva is his advisor at USP and Dr. Robert Stevenson, from the Department of Biology, supervises Etienne during his stay at UMB.

Fontehttps://www.umb.edu/gastoninstitute/transdisciplinary_transnational_research/transnational_brazilian_project

Poli-USP desenvolve portal sobre biodiversidade para Ministério do Meio Ambiente

Trabalho dos pesquisadores coloca à disposição da sociedade informações inéditas sobre fauna e flora brasileiras levantadas pelo MMA

O Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), é responsável por todas as unidades de conservação ambientais federais e detentor de informações valiosas e inéditas sobre a flora e fauna do Brasil. Essas informações, até o momento, estavam dispersas em órgãos e instituições do MMA, mas graças ao trabalho de um grupo de pesquisadores coordenado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), esses dados agora estarão acessíveis para cientistas e a sociedade em geral, com o lançamento do Portal da Biodiversidade nesta quinta-feira (26/11), em Brasília. O portal pode ser acessado no link https://biodiversidade.icmbio.gov.br/portal/

Pesquisadores da Poli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH) e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp (IGCE), com apoio do NAP BioComp/USP e da Fundação FDTE, foram responsáveis pelo desenvolvimento do Portal, trabalho de pesquisa que contou com apoio da agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

“São informações preciosas e inéditas que estarão disponíveis para toda a sociedade, fundamentais para uma efetiva política de conservação da nossa biodiversidade. Não podemos proteger o que não conhecemos”, destaca o professor doutor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, coordenador do grupo de pesquisa e que trabalhou em parceria com professor doutor Antônio Mauro Saraiva e a professora doutora Liria Matsumoto Sato todos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, além de alunos do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica (área de concentração em Engenharia de Computação) da Poli/USP.

Corrêa foi selecionado como consultor do MMA e coordenou o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), entre 2011 e 2012. O grupo definiu as diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto” (open source). Em 2013, partiu-se então para o trabalho de organizar e tornar público os dados do ICMBio, uma das cinco instituições vinculadas ao MMA – as outras são o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

Mais de 1,5 milhão de registros

“Desenvolvemos uma arquitetura de sistemas de informação que integra as diferentes bases de dados sobre biodiversidade existentes no ICMBio, formadas por dados gerados do monitoramento das unidades de conservação e por centros de pesquisa a ele vinculados”, explica. O Portal da Biodiversidade brasileiro do Ministério do Meio Ambiente foi desenvolvido com base num sistema existente da Austrália, considerado o estado da arte em termos de arquitetura e gestão de dados sobre o tema.

Coube aos pesquisadores projetar e desenvolver essa arquitetura, de forma que pudesse agregar os dados da fauna no âmbito do ICMBio, integrando-os e disponibilizando-os por meio de um portal de dados. Os pesquisadores desenvolveram um sistema que integra diferentes bases de dados, disponíveis em instituições e unidades de conservação dispersas em todo o Brasil, envolvendo dados de conservação de primatas, aves, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas do Projeto Tamar, dentre outros.

O Portal disponibiliza mais de 1,5 milhão de registros de observações de espécies animais, ameaçadas ou não de extinção. Pode-se pesquisar no site por espécies, usando o nome científico ou comum, por unidade de conservação, bioma, locais onde espécies foram avistadas etc.

Parte das atividades do grupo da Poli/USP incluiu a capacitação dos pesquisadores e técnicos do ICMBio, envolvendo aproximadamente 80 pessoas de centros de pesquisa e unidades de conservação, de modo que o Instituto poderá fazer a operação e atualização atualização automática dos dados do portal. Outro resultado prático é a publicação de dois livros que tratam da gestão de dados de biodiversidade e de recomendações técnicas que apoiarão tanto o MMA como outras instituições brasileiras na integração e disponibilização de dados de biodiversidade.

Para marcar o lançamento do Portal, haverá um seminário nesta quinta-feira no auditório do MMA, em Brasília, às 15h, com presença prevista da ministra do Meio Ambiente, Isabella Mônica Vieira Teixeira, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Além da apresentação do Portal, haverá uma mesa-redonda com a participação do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa e de representantes do MMA, MCTI, Universidade Federal de Lavras (UFLA) sobre os desafios para potencializar o uso dos dados de biodiversidade na gestão ambiental.

https://biodiversidade.icmbio.gov.br/portal/

Resultado do Edital para contratação de bolsistas RCPol – Rede de Catálogos Polínicos Online

A Rede de Catálogos Polínicos online (RCPol) torna público o resultado do edital para contratação de 02 bolsistas no nível de Treinamento Técnico (Quadro, item 1), sem vínculo empregatício, com dedicação de 40 horas semanais às atividades de apoio ao projeto de pesquisa “Estudo da flora apícola e dos grãos de pólen para inserção de dados na Rede de Catálogo Polínico online (RCPol): subsídio para manejo e conservação de abelhas”. As bolsas terão duração de um ano podendo ser ou não renovadas anualmente por até cinco anos. Abaixo seguem, em ordem decrescente de classificação os nomes dos candidatos aprovados:

1) Organização da coleção virtual de plantas: revisão da nomenclatura botânica; revisão dos caracteres morfológicos florais; revisão dos dados nas coleções físicas de origem; revisão e organização de imagens relacionadas e; inserção de dados em planilhas de MS Excel.

1º Carlos Eduardo Pereira Nunes

2º Karoline Ribeiro de Sá Torezani

3º Amanda Aparecida de Castro Limão

4º Thaís Mendes de Macedo

2) Organização da coleção virtual de pólen: descrição e revisão dos caracteres morfológicos polínico; revisão dos dados nas coleções físicas de origem; organização de imagens dos grãos de pólen; inserção de dados em planilhas MS Excel

1º Jefferson Nunes Radaeski

2º Elisa Pereira Queiroz

3º Simone Cartaxo Pinto

4º Fernanda Mara Fonseca da Silva

Os candidatos aprovados deverão entrar em contato pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até o dia 25 de novembro de 2015, anexando uma declaração direcionada à coordenação da RCPol, demonstrando o seu interesse em assumir a vaga.

Desafios No Contexto Contemporâneo Para Promover A Nova Ciência Inovadora Baseada Em Dados Abertos

A ciência de dados abertos é voltada para a publicação de observações e resultados das atividades científicas disponíveis para análise, uso e reutilização. Hoje, existem iniciativas internacionais para facilitar a ciência aberta e inovadora que se concentram em promover o acesso aberto seguro, persistente, robusto e apoiados nos dados científicos.

O principal objetivo deste workshop é promover a disseminação de conhecimento sobre iniciativas nacionais e internacionais sobre a ciência dos dados abertos que podem contribuir para resolver alguns dos desafios no contexto contemporâneo da ciência aberta no Brasil.

O primeiro Workshop on Data Science irá apresentar dois projetos que organizam dados de monitoramento terrestre: o projeto DataONE (www.dataone.org), apoiado pelo National Science Foundation NSF – EUA e o programa Atmospheric Radiation Measurement
- ARM  (www.arm.org), apoiado pelo Departamento de Energia dos EUA. Serão realizadas palestras ao púbico em geral pelos  pesquisadores Profa. Suzie Allard (University of Tennessee – UT), Prof. Mike Frame (United States Geological Survey _ USGS) e Prof. Giri Palanisamy (Oak Ridge National Laboratory – ORNL) no período da manhã do dia 18 de novembro e serão realizados experimentos de visualização de dados utilizando técnicas e ferramentas computacionais desenvolvidas no projeto ARM para um público de pesquisadores pré-definido, no período da tarde do dia 18 e durante o dia 19 de novembro de 2015.

O workshop é organizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), com o apoio do Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST)  da Universidade de São Paulo e ocorrerá no Centro de Tecnologia da Informação de São Paulo (CeTI-SP) no Campus da Cidade de São Paulo da USP, entre os dias 18 e 19 de novembro de 2015. Informações sobre participação e inscrição no evento estão disponíveis no site: wds.poli.usp.br

Prof. Dr. Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa – Coordenador do Evento

Departamento de Engenharia de Computacão e Sistemas Digitais - EPUSP

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP

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Programa de Pós-Graduação em Ecologia

Estimados senhoras e senhores:

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia do IB-USP está procurando um jovem pesquisador interessado em um pós-doutorado associado ao programa. Esperamos que o(a) candidato(a) seja um jovem pesquisador com uma linha de pesquisa promissora, produção científica significativa e interesse e disposição para ajudar na docência e demais atividades do PG  Ecologia IB-USP. A bolsa é fornecida pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado/CAPES – PNPD/CAPES (Portaria CAPES 86, de 3-7-2013), no valor de R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais), com duração inicial de 12 meses, sendo possível sua renovação mediante disponibilidade de bolsas e desempenho.

Os interessados devem apresentar suas candidaturas até o dia 19 de novembro de 2015, acompanhadas dos seguintes documentos:

  • CV Lattes atualizado do candidato e do supervisor (docente USP); 
  • Um pré-projeto de 4 páginas no máximo, contendo objetivos, contextualização  teórica, justificativa da relevância do tema, resultados esperados, métodos, cronograma e referências;
  • Uma carta de intenção sobre como o candidato pretende contribuir para pós-graduação, incluindo a proposta de uma disciplina a ser ministrada para os alunos de pós-graduação (apresentar uma ementa simplificada) e é desejável que inclua outros tópicos, como por exemplo:
  • Perspectivas de orientação ou coorientação;
  • Previsão de captação de recurso para atividades de pesquisa;
  • - uma listagem de outras atividades que envolvam docentes e alunos do programa (organização de eventos, mini-cursos, palestras, grupos de discussão, dentre outras).

Para mais informações: 

Programa de Pós-Graduação em Ecologia - Depto. de Ecologia - Instituto de Biociências - USP

E-mail:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

Site: http://ecologia.ib.usp.br/pos/

Telefone: 3091-8096

Endereço: 

Rua do Matão, travessa 14, nº 321

Cid. Universitária, São Paulo - SP - Brasil

CEP 05508-900

Cientistas procuram por abelha invasora na América do Sul

Procura-se uma abelha invasora! A recompensa: entrar para a história da ciência brasileira. Este é o mote de uma campanha iniciada por cientistas do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP-BioComp) da USP, sediado na Escola Politécnica (Poli), junto a agricultores e instituições de pesquisas do Rio Grande do Sul.

A Bombus terrestris pode causar danos ambientais em território brasileiro (*)

O objetivo é detectar o exato momento em que a Bombus terrestris — espécie de abelha europeia — chegue ao território brasileiro pela região sudeste daquele estado. Sabe-se que a Mamangava da Cauda Branca, como é popularmente conhecida, já invadiu a Argentina e segue em direção ao Uruguai. Sua invasão poderá resultar em riscos ambientais para a agricultura e espécies nativas. A orientação dos pesquisadores é não capturá-la, não matá-la, mas reportar seu avistamento.

A iniciativa partiu da pesquisa de doutorado do ecólogo André Luis Acosta membro do Biocomp. No estudo Bombus terrestris chegará ao Brasil: um estudo preditivo sobre a invasão potencial, o cientista desenvolveu uma série de análises computacionais que trazem um levantamento das possibilidades desta invasão. A pesquisa, que teve como orientador o professor Antonio Mauro Saraiva, da Poli, identifica por meio de modelos ecológicos os locais semelhantes ao habitat natural da abelha invasora. “Utilizamos lógicas e algoritmos para gerar um modelo global de suscetibilidade à invasão”, descreve.

A partir das características ambientais do habitat de origem da Bombus terrestris, o modelo levantou os locais do planeta que apresentam condições similarmente adequadas à espécie. Acosta estima que ela poderá chegar ao Brasil, a partir de locais invadidos na Argentina, entre 10 e 20 anos. “Isso se considerarmos o histórico da progressão desta abelha em países já invadidos, como o Japão e a Nova Zelândia”. Todavia, devido à falta de informações sobre importações de colônias da espécie pelo Uruguai, a Bombus terrestris já pode estar invadido áreas muito próximas ao Brasil.

Sobrevoando os Andes
A espécie Bombus terrestris é uma excelente polinizadora. Por este motivo, suas colônias são amplamente comercializadas para polinização agrícola. Na década de 1970, agricultores chilenos adquiriram colônias de Bombus terrestris para melhorar a produção de tomates em estufa, mas as abelhas escaparam do confinamento e invadiram ambientes naturais naquele país. Em 2006 foi reportado que a área de invasão na América do Sul estava se expandido rapidamente e que a espécie já havia alcançado a Argentina, cruzando, para isso, a cordilheira dos Andes.

Uma das principais características da espécie é que as abelhas, por seu grande tamanho e modo de trabalhar, conseguem transferir mais pólen entre flores do que muitas outras superando, inclusive, a Apis mellifera (abelha melífera comum), que também é uma espécie invasora europeia comumente utilizada para polinização agrícola. “Além de acumular grande quantidade de pólen sobre seus pelos, a espécie é capaz de vibrar seu abdome em alta velocidade, o que gera o aprimoramento da captura e transferência de pólen”, descreve Acosta.

Mesmo sendo uma excelente polinizadora e favorecendo plantas selvagens e agrícolas, quando invasora a Bombus terrestris é altamente competitiva com espécies nativas. “Elas começam a trabalhar mais cedo que outras abelhas, esgotando os recursos alimentares disponíveis nas flores, como o néctar, gerando impactos às espécies nativas que também dependem destes recursos para sobreviver”, explica o cientista. “E dependendo do tipo de flor, se esta abelha não consegue acessar o néctar pela abertura natural, ela abre buracos na base da flor, gerando danos que levam a sua queda prematura”, descreve. Isso reduz a taxa de frutificação da planta e gera uma série de impactos, tanto para a própria planta como também para outras espécies. “Além disso, a invasora poderá trazer consigo doenças e parasitas exóticos que podem contaminar plantas e outras abelhas nativas.”

Viajante

Campanha inclui distribuição de cartazes que orientam sobre o procedimento ao se avistar a abelha (**)

Apesar dos potenciais prejuízos da invasão, a orientação dos cientistas é não matar ou capturar a abelha. “Estamos a postos para detectar o momento em que a Mamangava da Cauda Branca chegue ao Brasil”, destaca Acosta. “A partir daí, estudos serão feitos com a espécie viva, para então se avaliar quais impactos ambientais que ela efetivamente poderá gerar”.

Ele destaca que, por outro lado, algumas culturas agrícolas poderão se beneficiar pela presença de Bombus terrestris. “Ela pode ser favorável à polinização de culturas como a do tomate e da berinjela, mas também plantas agrícolas europeias, como a do mirtilo, cuja produção de frutos se concentra no sul do Brasil”.

Além do desenvolvimento do modelo computacional, o cientista percorreu a área susceptível à invasão no extremo sul do Brasil, um trajeto de cerca de 2.600 km durante um mês. Ele averiguou se a espécie já teria invadido o País, mas não a encontrou.

Acosta coordena uma campanha que vem sendo realizada junto aos agricultores, meliponicultores e apicultores do Rio Grande do Sul, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com o suporte de instituições riograndenses, como Emater-RS e a PUC-RS. Além de palestras de divulgação, estão sendo distribuídos cartazes que orientam sobre o procedimento ao se avistar um indivíduo da espécie. “Importante é que ela não seja capturada ou morta”, ressalta. “Orientamos que a fotografem e nos envie a imagem e a localização para que possamos confirmar se de fato é a invasora ou outra espécie nativa; em seguida, se ela foi avistada, iremos até o local para estudá-la”. Além da distribuição de cartazes, a iniciativa mantém um site para divulgação e comunicação de avistamentos: www.abelhaprocurada.com.br.

Fotos: (*) Cecília Bastos / Jornal da USP
Foto: (**) Reprodução
Link relacionado: http://iportal.oficinadeclipping.com.br/LerPDF.aspx?id=wb8CBGhcvyuxabY1HzM+qJXm3jJRh+fWS3+ZrPsC3YxAtA7NGrh5XA==

Mais informações: (11) 3091-5104, no Bicomp; ou com
André Luís Acosta, 
no e-mail  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Redação Acadêmica E Técnicas De Apresentação

MAIO E JUNHO DE 2015

A visibilidade da pesquisa de uma instituição depende da publicação. Para adequar e aprimorar a linguagem para publicação em periódicos internacionais, desde 2006, primeiramente a convite do Prof. Amilton Sinatora, depois instituído pelo Prof. José Roberto Castilho Piqueira, oferecemos o curso de ferramentas básicas de redação acadêmica. A partir de 2009, técnicas de uso da voz, postura, construção de slides, discussões sobre conteúdo e miniapresentações orientam o participante para a boa divulgação de seu trabalho em seminários e congressos. Os cursos são coordenados pelo Prof. João José Neto.

As inscrições (gratuitas) podem ser enviadas pelos orientadores (ou com os mesmos copiados em sua mensagem) para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até 30 de abril, com os seguintes:

Nome do aluno:
Departamento:
Status: * [ver nota abaixo] 
E-mail do aluno:
Número USP do aluno:
Nome do orientador:
E-mail do orientador:
Indicar a opção: ( ) ferramentas básicas para redação acadêmica em língua inglesa
( ) curso de apresentação

* Indicar apenas a sigla: D1 (doutorando com créditos terminados); D2 (doutorando terminando

créditos); D3 (doutorando iniciante); M1 (mestrando com créditos terminados); M2 (mestrando terminando

os créditos); M3 (mestrando iniciante)

 

Curso de ferramentas básicas de redação acadêmica em inglês – sala 04, Poli Minas e Petróleo

8 sessões – 1 aula por semana.

De 06/05 a 01/07, às quartas-feiras, das 14h00 às 17h00.

 

Curso de técnicas de apresentação - sala GD-05, Poli Elétrica (fundos).

4 sessões quinzenais: 12 e 26 de maio, 09 e 23 de junho, às terças-feiras, das 9h30 às 11h00.

Preferência será dada a D1, D2, D3, M1 e M2 que já tenham feito o curso de redação acadêmica, caso haja maior procura do que vagas.

A confirmação da inscrição e as orientações serão enviadas antes do início dos cursos através do e-mail dos participantes.

 May - June
Writing

Wed. 14:00 to 17:00

May 06 to July 01

Presentation

Tue. 9h30-11h00

May 12, 26

June 09, 23

WCAMA 2015 - Deadline 26/04/2015 - ÚLTIMO ADIAMENTO

Caros colegas e estudantes,

Pedimos desculpas por eventuais duplicações e solicitamos a gentileza de divulgar a chamada de artigos para o WCAMA 2015 entre possíveis interessados.

Atendendo mais uma vez a pedidos de vários autores, estendemos o prazo de submissão de trabalhos para o dia 26/04/2015. Este será o último adiamento.

CHAMADA DE TRABALHOS

(Read below CFP in English)

WCAMA 2015 – VI Workshop de Computação Aplicada à Gestão do Meio Ambiente e Recursos Naturais

https://wcama.wordpress.com

http://csbc2015.cin.ufpe.br/eventos_descricao/14

Evento Satélite do XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação 

Recife/PE, Brasil, 20-23 de Julho de 2015

http://csbc2015.cin.ufpe.br

O 6º Workshop de Computação Aplicada à Gestão do Meio Ambiente e Recursos Naturais (WCAMA) tem o objetivo de promover a integração efetiva da área de computação (metodologias e ferramentas) com temas relacionados ao meio ambiente (política e gestão). Como a gestão dos recursos naturais é uma atividade complexa e dinâmica, ela requer a integração entre atores nos campos social, político e tecnológico para serem efetivamente desenvolvidas e implantadas.

ESCOPO

O workshop abrange todas as áreas de pesquisas e aplicações em metodologias, técnicas e ferramentas computacionais aplicadas à gestão do meio ambiente e dos recursos naturais, incluindo (mas não limitado a):

  • Áreas alagadas e várzeas
  • Áreas prioritárias à conservação
  • Controle da poluição do ar
  • Ecologia de paisagem
  • Ecologia urbana
  • Fragilidade ambiental
  • Gerenciamento de lixo sólido
  • Gerenciamento de recursos naturais e renováveis
  • Modelagem de distribuição de espécies
  • Modelagem de mudança de uso e cobertura da terra
  • Monitoramento ambiental
  • Mudanças ambientais globais
  • Políticas ambientais
  • Poluição do solo
  • Poluição sonora e meio ambiente
  • Readaptação do meio ambiente
  • Redução de emissões de gases
  • Saneamento ambiental e tratamento de resíduos
  • Saúde e meio ambiente
  • Sociedade e meio ambiente
  • Sustentabilidade ambiental
  • Transportes e meio ambiente

FORMATO DOS ARTIGOS

WCAMA 2015 aceitará dois tipos de submissão:

  • Artigos completos entre 6 (seis) e 10 (dez) páginas. Estes artigos serão apresentados oralmente.
  • Artigos resumidos/demonstração de software entre 2 (duas) e 4 (quatro) páginas. Este tipo de artigo deverá apresentar uma especificação ou proposta de software dentro do escopo do workshop. Estes artigos serão apresentados em uma sessão de demonstração.

Artigos deverão ser escritos em Português ou Inglês, seguindo o formato SBC (http://www.sbc.org.br/index.php?option=com_jdownloads&Itemid=195&task=viewcategory&catid=32). Será usada a metodologia de revisão duplamente cega (double blind), portanto os manuscritos devem ser submetidos sem o nome e afiliação dos autores. Manuscritos que não seguirem estes procedimentos serão rejeitados.

SUBMISSÃO

As submissões devem ser realizadas eletronicamente através do sistema JEMS, disponível em https://submissoes.sbc.org.br/home.cgi?c=2264

DATAS IMPORTANTES

  • Data limite para submissão dos trabalhos: 26/04/2015 (prazo estendido)
  • Notificação dos trabalhos aceitos: 03/06/2015
  • Data limite para envio das versões finais: 10/06/2015
  • WCAMA 2015: 20/07/2015
  • CSBC 2015: 20-23/07/2015

PALESTRANTES

  • Alex Bager (Universidade Federal de Lavras - UFLA)
  • Carlos de Oliveira Galvão (Universidade Federal de Campina Grande - UFCG)

ORGANIZADORES

Cláudio Campelo, UFCG -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Valéria Cesário Times, UFPE -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Cláudio de Souza Baptista, UFCG -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Marilton Sanchotene de Aguiar, UFPel -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

BEDO Hosts International Forum 2014 on “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges”

Bangkok, May 21, 2014 – Biodiversity-Based Economy Development Office (Public Organization) (BEDO) hosts an International Forum 2014 on “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges” which eatures a panel of well-known international speakers from over 10 countries. The Forum takes place from May 21 – 3, 2014 at Vibhavadee Ballroom AB, Centara Grand at Central Plaza Ladprao Bangkok, Thailand with no admission ee for interested delegates.

ภาพพิธีเปิดงานประชุมนานาชาติ

Dr. Veerapong Malai, Director General and CEO, Biodiversity-Based Economy Development Office (Public Organization)(BEDO), said “BEDO is an organization established to promote the management of biodiversityresources utilization for economic purposes in 3 aspects including 1) to encourage sustainable conservation and utilization of biodiversity with involvements from business sector 2) to communicate, educate and raise public awareness on biodiversity in response to the decade of biodiversity as noted by United Nations for 2011 – 2020 and 3) to conduct researches on necessary biodiversity and interact with biodiversity dialogues for year 2011 – 2020, and to establish collaborative networks among local and international organizations engaging in biodiversity management and BioEconomy Development. BEDO has already expanded collaborations with other countries within and outside this region in preparation for the Thailand Mega Project on National Inventory of Genetic Resources with Potential Value and Utilization to Establish National Databases with Complete Management System for Collection, Protection, Conservation and Services.”Moreover, BEDO was chosen to be a host for the Second International Symposium on BioCultural Diversity Conservation to encourage the exchange of knowledge on biodiversity and traditional knowledge to develop sustainable bioeconomy.The year 2014 is an excellent opportunity for BEDO to host an International Forum under the theme “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges.” Including in the invitation list are local and international experts, executives, academicians,researchers from educational institutions, public entities, associations, and private sectors involving with biodiversity from over 10 countries. The Forum will take place from May 21 – 23, 2014 at Vibhavadee Ballroom AB, Centara Grand at Central Plaza Ladprao Bangkok, Thailand with no admission fee for interested delegates. Over 500 delegates are expected to join this Forum.In relation to this Forum, BEDO hopes that the study and priority on biodiversity would be enhanced and leap forward while encouraging the exchanges of knowledge and experiences among Thai academics and international bodies. New technologies and know-how on sustainable biodiversity resource conservation and utilization will be learnt to promote the biodiversity management in conjunction with conservative moves. Moreover, new partnerships among local and international organizations on biodiversity resources will be forged out.

Taller De Calidad de Datos: Mejorando Los Datos Primarios Sobre Biodiversidad

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Fecha

18 al 21 de noviembre de 2014

Lugar

Universidad de los Andes, Carrera 1 # 18A-12 Bogotá D.C. - Colombia

Organizadores

Comisión Nacional para el Conocimiento y Uso de la Biodiversidad (CONABIO)

Nodo español de la Infraestructura Global de Información sobre Biodiversi

Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) - SiB Brasil

Museo Argentino de Ciencias Naturales (CONICET)

Ministerio de Vivienda, Ordenamiento Territorial y Medio Ambiente de Uruguay (MVOTMA)

Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (CYTED)

Instituto de Ciencias Naturales, Universidad Nacional de Colombia (ICN)

Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt (IAvH)

Sistema de Información sobre Biodiversidad de Colombia (SiB Colombia)

Idioma

Español

Participantes

30

Instructores

Antonio Saraiva (Universidade de São Paulo - Brasil), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Liliana Lara (CONABIO - México), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Katia Cezón (GBIF.ES - España), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Dairo Escobar (SiB Colombia), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Nestor Beltrán (SiB Colombia), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Memorias

Presentaciones http://goo.gl/y7YxSR

Guías http://goo.gl/gtWg5C

Fotos http://goo.gl/eMXhPF

Agenda http://goo.gl/1wVKol

Videos https://www.youtube.com/sibcolombia

CALENDARIO

Publicación de la convocatoria

18 de septiembre de 2014

Cierre del plazo de inscripción

19 de octubre de 2014

Anuncio de los participantes

24 de octubre de 2014

Realización del taller

18 - 21 de noviembre de 2014

Presentación y propósito del Taller

El fortalecimiento e implementación de procesos de control de calidad en datos primarios sobre biodiversidad, es fundamental en la construcción de conocimiento sobre diversidad biológica. Los datos sobre biodiversidad que son sometidos a estos procesos, son el pilar para apoyar procesos de investigación, educación y toma de decisiones relacionadas con el conocimiento, la conservación y el uso sostenible de la biodiversidad y los servicios ecosistémicos.

Por esta razón, este curso tiene como objetivo general dar las bases teóricas y presentar diferentes herramientas para el control de calidad de los datos, desde la captura de los mismos, pasando por la sistematización, identificación taxonómica, documentación, almacenamiento, preservación de la información, y finalizando con la publicación y uso de los datos.

Objetivos Específicos

Mejorar las habilidades y capacidades en procesos de control de calidad de datos usados por los diferentes nodos latinoamericanos de GBIF.

Consolidar un intercambio de información, tecnologías y experiencias entre nodos, que permitan su implementación por parte de potenciales publicadores de datos sobre biodiversidad.

Compartir herramientas y experiencias para optimizar los procesos de calidad de datos desde la captura hasta la publicación.

Consolidar una comunidad regional entorno a calidad de datos.
Incrementar el uso y reuso de los datos (fitness for use) que son publicados actualmente a través de la red de GBIF.

Mejorar la documentación y publicación de los actuales datos y metadatos.

Mejorar la consistencia estructural y semántica de los datos publicados.

Maximizar la integración e interoperabilidad de la información.

¿A Quién Va Dirigido?

Este curso está dirigido exclusivamente a personas de países iberoamericanos que están relacionados con la gestión y publicación datos primarios sobre biodiversidad. Generalmente son personas responsables de la estructuración, validación y/o administración de datos biológicos. Pueden aplicar:

1. Miembros de los nodos de GBIF en latinoamérica.

2. Miembros de entidades publicadoras de datos a través del SiB Colombia.

3. Potenciales publicadores de datos a través del SiB Colombia.

Criterios de Selección y Perfil Esperado de los Participantes

Para participantes fuera de Colombia, contar con el apoyo de uno de los nodos de GBIF en Latinoamérica. Para participantes por Colombia, estar vinculados con una entidad publicadora de datos a través del SiB Colombia. Sin embargo, los candidatos que pertenecen a entidades que aún no han publicado, pueden hacerlo si se cumplen los requisitos adicionales.

Experiencia y conocimiento en informática de la biodiversidad, particularmente en el manejo de datos sobre biodiversidad.
Habilidades informáticas sólidas en al menos un programa para la administración básica de datos (Excel, OpenOffice Calc, etc.). Es altamente deseable, pero no obligatorio, conocimientos básicos en programación.

Alto interés en proponer y participar.

Compromiso e interés claro en publicar datos a través de redes nacionales y globales como el SiB Colombia y GBIF, así como información y herramientas con la comunidad asociada a temas de informática de la biodiversidad.

Capacidad de implementar políticas y estrategias en calidad de datos dentro de su organización o comunidad.

Interés y compromiso en replicar los conocimientos y habilidades aprendidos durante el taller.

Los candidatos serán seleccionados en función de sus méritos y su adecuación a los criterios de selección sobre la base de la información proporcionada en el formulario de inscripción y la información adjunta requerida (Currículum vítae y carta de recomendación de la organización o entidad a la que pertenece).

Candidatos Seleccionados

Consultar a través de este vínculo: http://goo.gl/NoaARZ

Selección de Candidatos

El proceso de selección se llevará a cabo en dos instancias paralelas:

Para Colombia, un comité de selección establecido por el SiB Colombia, realizará la selección de los aplicantes. Tanto los participantes aceptados como excluidos, serán informados antes de 17 de octubre de 2014.

Los coordinadores de los nodos de GBIF en los demás países de Latinoamérica, seleccionarán sus candidatos en los términos que consideren oportunos y establezcan. Se recomienda a los interesados contactar su respectivo nodo de GBIF. Los nodos de GBIF deberán presentar sus participantes antes del 01 de octubre de 2014.

Financiación

Algunos candidatos seleccionados podrán tener gastos de viaje, alojamiento y/o manutención cubiertos. Sin embargo, asumir parte de estos gastos por cuenta del participante o del nodo GBIF o la entidad que lo apoya, ayudará a que ese candidato sea seleccionado. El taller no tiene gastos de inscripción.

Requisitos Adicionales

En el caso de haber interesados procedentes de países latinoamericanos que no son miembros de GBIF o de entidades que aún no son publicadores del SiB Colombia, se considerará su candidatura siempre y cuando:

El candidato esté involucrado profesionalmente en proyectos o iniciativas de temática similar a la desarrollada en el taller y cuyos objetivos estén alineados con los de GBIF.

El candidato esté vinculado a una organización o entidad involucrada en la gestión de datos e información sobre biodiversidad y su conservación.

La entidad manifieste un compromiso claro de publicar información sobre biodiversidad a través de iniciativas como el SiB Colombia o GBIF, según corresponda.

Los costos derivados de transporte, alojamiento y manutención sean cubiertos por el interesado.

Existan plazas suficientes.

Compromisos Para Participantes Nacionales

El SiB Colombia entiende que es necesario pasar de la capacitación a las acciones concretas de replicación. Partiendo de la alta motivación de los participantes para aplicar en su entidad los conceptos y herramientas adquiridas, cada participante se compromete a:

Realizar un evento de capacitación en el que se compartan los conceptos aprendidos (total o parcialmente) para una eventual implementación de una política de calidad de datos.

Enviar evidencia sólida de este evento en un periodo no superior a seis meses después de finalizado el taller.

Para esto el SiB Colombia se compromete a facilitar todas las presentaciones y guías para lograr los objetivos dentro del evento en cuestión.

¿Cómo Aplicar?

Complete el Formulario de Inscripción.

Palestras e Mini-cursos na Jornada de Informática na Biodiversidade

Programa de Verão de 2015 do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica).

O LNCC possui sua sede com 11.000 m2 de área útil, num terreno de 70.000 m2, localizado na Av. Getulio Vargas, 333, no bairro Quitandinha em Petrópolis, a 35 minutos do Aeroporto Internacional do Galeão e 50 minutos do centro da cidade do Rio de Janeiro.

Os telefones para contato são (24) 2233-6000 e o fax (24) 2231-5595.

Programação do evento:


Palestra: Informática na Biodiversidade: onde estamos, como chegamos aqui e para onde vamos
Palestrante: Eduardo Dalcin - JBRJData: 09/02/2015
Horário: segunda de 10:00 hs às 10:50 hs
Local: Auditório A


Palestra: Sistema de Informação em Saúde Silvestre - SISS-Geo
Palestrante: Eduardo Krempser da Silva - LNCC
Data: 09/02/2015
Horário: segunda de 11:00 hs às 11:50 hs
Local: Auditório A

Palestra: Tutorial sobre o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr)
Palestrante: Luiz M. R. Gadelha Jr., Francisco Moura, Pedro Guimarães, Daniele Palazzi - LNCC
Data: 09/02/2015
Horário: segunda de 14:00 hs às 15:50 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB01. Gestão e incentivos para a publicação de dados de ocorrências de espécies
Professor: Danny Velez (LNCC)
Carga Horária: 6h
Data: 10/02/2015
Horário: terça de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB02. Introdução a Qualidade de Dados de Biodiversidade
Professores: Antonio Mauro Saraiva (USP), Allan Koch Veiga (USP) Carga
Horária: 6h
Data: 11/02/2015
Horário: quarta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB03. Introdução à Modelagem de Distribuição de Espécies
Professora: Marinez Ferreira de Siqueira (JBRJ) Carga Horária: 6h
Data: 12/02/2015
Horário: quinta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB04. Introdução à Visualização de Dados: Teoria e Prática
Professora: Nicole Sultanum (IBM Research - SP) Carga Horária: 6h
Data: 13/02/2015
Horário: sexta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Ementas dos cursoshttp://goo.gl/YuaMG1
Inscriçõeshttp://goo.gl/kLxMV1

Simpósio em mudanças climáticas: processos de retroalimentação

Agência FAPESP – O Laboratório de Biogeoquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove, entre 15 e 17 de setembro, o “Simpósio em mudanças climáticas: processos de retroalimentação”.

O evento contará com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, entre eles participantes do Laboratorio Internacional en Cambio Global (LINCGlobal), entidade de pesquisa formada pela parceria do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha, e da Pontifícia Universidade do Chile, destinada a estudos interdisciplinares sobre mudanças globais. O simpósio também será o marco oficial da entrada da UFRJ no LINCGlobal.

Durante o evento, haverá apresentações de pôsteres, nas quais os alunos mostrarão seus trabalhos. A submissão de resumos pode ser feita até 18 de agosto.

O simpósio ocorrerá na UFRJ, no auditório Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), que fica na Avenida Carlos Chagas Filho, 373, no Rio de Janeiro. Mais informações: http://simposiolincglobal.blogspot.com.es/

Mudanças climáticas já causam queda da produtividade agrícola no mundo

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – As mudanças climáticas têm causado alterações nas fases de reprodução e de desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café. E os impactos dessas alterações já se refletem na queda da produtividade no setor agrícola em países como Brasil e Estados Unidos.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado no dia 27 de maio, no auditório da FAPESP, sob a coordenação de Carlos Martinez, professor da Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto.

Promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o objetivo do evento foi reunir pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos para compartilhar conhecimentos e experiências em pesquisas sobre o impactos das mudanças climáticas globais na agricultura e na pecuária.

“Sabemos há muito tempo que as mudanças climáticas terão impactos nas culturas agrícolas de forma direta e indireta”, disse Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional de Agricultura e Meio Ambiente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). “A questão é saber quais serão o impacto e a magnitude dessas mudanças nos diferentes países produtores agrícolas”, disse o pesquisador em sua palestra no evento.

De acordo com Hatfield, um dos principais impactos observados nos Estados Unidos é a queda na produtividade de culturas como o milho e o trigo. O país é o primeiro e o terceiro maior produtor mundial desses grãos, respectivamente. “A produção de trigo [nos Estados Unidos] não atinge mais grandes aumentos de safra como os obtidos entre as décadas de 1960 e 1980”, afirmou.

Uma das razões para a queda de produtividade dessa e de outras culturas agrícolas no mundo, na avaliação do pesquisador, é o aumento da temperatura durante a fase de crescimento e de polinização.

As plantas de trigo, soja, milho, arroz, algodão e tomate têm diferentes faixas de temperatura ideal para os períodos vegetativo – de germinação da semente até o crescimento da planta – e reprodutivo – iniciado a partir da floração e formação de sementes.

O milho, por exemplo, não tolera altas temperaturas na fase reprodutiva. Já a soja é mais tolerante a temperaturas elevadas nesse estágio, comparou Hatfield.

O que se observa em diferentes países, contudo, é um aumento da frequência de dias mais quentes, com temperatura até 5 oC mais altas do que a média registrada em anos anteriores, justamente na fase de crescimento e de polinização.

“Observamos diversos casos de fracasso na polinização de arroz, trigo e milho em razão do aumento da temperatura nessa fase. E, se o aumento de temperatura ocorrer com déficit hídrico, o impacto pode ser exacerbado”, avaliou.

Segundo Hatfield, a temperatura noturna mínima tem aumentado mais do que a temperatura máxima à noite. A mudança causa impacto na respiração de plantas à noite e reduz sua capacidade de fotossíntese durante o dia, apontou.

Pesquisas com milho 

Em um estudo realizado no laboratório de Hatfield no USDA em um rizontron – equipamento para a análise de raízes de plantas no meio de cultivo –, pesquisadores mantiveram três diferentes variedades de milho em uma câmara 4 oC mais quente do que outra com temperatura normal, para avaliar o impacto do aumento da temperatura nas fases vegetativa e reprodutiva da planta.

“Constatamos que a fisiologia da planta é muito afetada por aumento de temperatura principalmente na fase reprodutiva”, contou o pesquisador.

Em outro experimento, os pesquisadores mantiveram uma variedade de milho cultivada nos Estados Unidos em uma câmara com temperatura 3 oC acima da que a planta tolera na fase de crescimento, em que é determinado o tamanho da espiga.

O aumento causou uma redução de 15 dias no período de preenchimento dos grãos de milho e interrupção na capacidade da planta de completar esse processo, o que se refletiu em queda de produtividade.

“Observamos que, se as plantas forem expostas a uma temperatura noturna relativamente alta no período de preenchimento dos grãos, essa fase de desenvolvimento é interrompida”, afirmou Hatfield.

“O problema não é a temperatura média a que a planta pode ficar exposta na fase reprodutiva, mas a temperatura mínima. Precisamos entender melhor essa interação das culturas agrícolas com o ambiente e o clima para aumentar a resiliência delas à elevação da temperatura e à frequência de eventos climáticos extremos”, avaliou.

Impactos no Brasil

No Brasil, as mudanças climáticas já modificam a geografia da produção agrícola, afirmou Hilton Silveira Pinto, diretor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ano passado foi o mais seco desde 1988 – quando o Cepagri iniciou suas medições climáticas.

Registrou-se uma média de 1.186 milímetros de chuva contra 1.425 milímetros observados 

nos anos anteriores. O mês mais crítico do ano foi dezembro, quando choveu 83 milímetros. A média para o mês é 207 milímetros, comparou Silveira Pinto.

“O final de ano muito seco atrapalhou bastante a agricultura em São Paulo, porque a época de plantio dos agricultores daqui é justamente no período entre outubro e novembro”, disse Silveira Pinto durante sua palestra.

“O plantio de algumas culturas deverá ser atrasado, porque há uma variabilidade bastante sensível no regime pluviométrico das áreas em que determinadas culturas podem ser plantadas”, afirmou.

Segundo o pesquisador, a partir dos anos 2000 não foi registrada mais geada em praticamente nenhuma região de São Paulo, evidenciando um aumento da temperatura no estado.

Um reflexo dessa mudança é a migração da produção do café em São Paulo e Minas Gerais para regiões mais elevadas, com temperaturas mais propícias para o florescimento da planta. A cada 100 metros de altitude, a temperatura diminui cerca de 0,6 oC, segundo Silveira Pinto.

Durante o período de florescimento do café, quando os botões florais tornam-se grãos de café, a planta não pode ser submetida a temperaturas acima de 32 oC. Apenas uma tarde com essa temperatura nesse período é suficiente para que a flor seja abortada e não forme o grão.

“O registro de temperaturas acima de 32 oC tem ocorrido com mais frequência na região cafeeira de São Paulo. Com o aquecimento global, deverá aumentar entre 5 e 10 vezes a incidência de tardes quentes no florescimento da planta”, disse Silveira Pinto. “Isso pode fazer com que não seja mais viável produzir café nas partes mais baixas de São Paulo nas próximas décadas.”

“A produção do café no Brasil deve migrar para a Região Sul”, afirmou. “O café brasileiro deverá ser produzido nos próximos anos em estados como Paraná e Santa Catarina.”

Data: 03/06/2014

Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas

Por Noêmia Lopes

Agência FAPESP – A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.

De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.

“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."

Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.

Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas.

“Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.

Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.

“Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global”, adiantou Assad.

Para o melhoramento de espécies, de forma a que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. “Testamos essa variedade este ano, no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem”, disse o pesquisador. 

Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.

Prejuízos e mudanças no sistema produtivo

Cálculos da Embrapa feitos com base na produtividade média da soja mostram que somente esse grão acumulou mais de US$ 8,4 bilhões em perdas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil entre 2003 e 2013. Já a produção de milho perdeu mais de US$ 5,2 bilhões no mesmo período.

A área considerada de baixo risco para o cultivo do café arábica deve diminuir 9,45% até 2020, causando prejuízos de R$ 882 milhões, e 17,15% até 2050, elevando as perdas para R$ 1,6 bilhão, de acordo com análises feitas na Embrapa e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Diante dos prejuízos, outra solução apontada por Assad é a revisão do modelo produtivo agrícola. “A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou mais de 20% nos últimos 30 anos, tornando indispensável a implantação de sistemas produtivos mais limpos”, disse à Agência FAPESP.

“O Brasil é muito respeitado nesse tema, em especial porque reduziu o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, ampliou a produtividade na Região Amazônica”, disse.

Segundo Assad, isso abre canais de diálogo sobre a sustentabilidade na agricultura e sobre a adoção de estratégias como integração entre lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha, uso de bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, rochagem (uso de micro e macronutrientes para melhorar a fertilidade dos solos), aplicação de adubos organominerais, além do melhoramento genético.

“O confinamento do gado é outro ponto que está em discussão por pesquisadores e criadores em diversas partes do mundo. Ele pode resultar em menos emissão de gases de efeito estufa, mas torna o rebanho mais vulnerável à doença da vaca louca. Nesse caso, uma alternativa é a recuperação de pastos degradados”, afirmou Assad.

Estudos feitos na Embrapa Agrobiologia mostram que um quilo de carne produzido em pasto degradado emite mais de 32 quilos de CO2 equivalente por ano. Já em pasto recuperado a partir do que a agricultura de baixa emissão de carbono preconiza, a emissão por quilo de carne pode ser reduzida a três quilos de CO2 equivalente anuais.

“Isso mostra que ambientalistas, ruralistas, governo e setor privado precisam sentar e decidir o que fazer daqui em diante – qual sistema de produção adotar? Com ou sem pasto? Com ou sem árvores? Rotacionado ou não? São mudanças difíceis, de longo prazo, mas muitos agricultores já estão preocupados com essas questões, com os prejuízos que o aquecimento global pode trazer, e começam a buscar soluções”, disse.

Data: 02/06/2014

MMA firma parcerias para portal de dados de biodiversidade nas UCs

USP e instituição alemã também participam do empreendimento

LUCIENE DE ASSIS

Profissionais do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (BioComp/USP) estão desenvolvendo sistema computacional que possibilitará a gestão de dados de biodiversidade, incluindo aqueles gerados com a realização do monitoramento da biodiversidade nas Unidades de Conservação (UCs). Trata-se da Plataforma de Informação em Biodiversidade, fruto de uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

O trabalho está sob a coordenação técnica dos professores Pedro Pizzigatti Côrrea e Antônio Mauro Saraiva e faz parte do Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC, no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da República Federal da Alemanha. A plataforma terá por base um software adaptado do portal de dados do Atlas of Living Australia (ALA), considerado um dos pilares no desenvolvimento do projeto.

De acordo com a área técnica da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, o uso deste sistema computacional pelo Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC é o resultado de um processo mais amplo, no qual foi discutida uma arquitetura de web para integrar os dados de biodiversidade no âmbito do MMA e de suas instituições vinculadas. Em 2011 e 2012, o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), sob a coordenação técnica do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, definiu diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto” (open source).

 

NOVA ARQUITETURA

Essas ferramentas se baseiam em padrões internacionais e abertos de interoperabilidade de dados de biodiversidade e no modelo organizacional de nós de uma rede de informação, que são pontos interligados, embora atuando de forma independente. O processo de definição da arquitetura de referência teve o apoio do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II), executado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

Atualmente, o portal do ALA é considerado um dos mais completos em termos de funcionalidades e seu uso por outras instituições e países tem sido estimulado pelo próprio Atlas e apoiado pelo Global Biodiversity Information Facility (GBIF). Desde 2012, o BioComp e o ALA articulam a utilização do código do portal em projetos no Brasil, aproveitando-se do grande investimento já feito e da experiência acumulada pelo ALA.

 

INTERAÇÃO

Até o momento, os resultados obtidos pela equipe do BioComp no desenvolvimento de um sistema de informação baseado no código computacional do Atlas são expressivos, dado o tempo reduzido e a complexidade do sistema, e se destacam em meio a uma comunidade de usuários criada pelo GBIF para auxiliar na interação com instituições de diversos países entre si e o ALA. O sistema é voltado para captura, integração, compartilhamento, visualização e análise de dados e permitirá a captura de informações nas UCs e a visualização integrada de mapas, espécies e espécimes por usuários de dados sobre a biodiversidade.

A previsão é de que o sistema esteja em uso já no final de 2014 para o monitoramento de Unidades de Conservação localizadas na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Permitirá, também, a abertura, para a sociedade, dos dados gerados pelos projetos de pesquisa autorizados pelo ICMBio/MMA por meio do Sistema de Informação em Biodiversidade (Sisbio), conforme regramento acordado com as sociedades científicas, a ser formalizado em instrução normativa com publicação prevista para os próximos.

Biodiversidade e Mudanças Climáticas

 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, no âmbito do

Programa BIOTA-FAPESP-Educação, convida para o quarto encontro do

 

Ciclo de Conferências - 2014
Biodiversidade e Mudanças Climáticas

 

No âmbito das relações entre biodiversidade e os serviços ecossistêmicos,
o objetivo deste encontro é apresentar os avanços nos conhecimentos científicos relacionados
às interações entre biodiversidade e mudanças climáticas globais.

Data: 22 de maio 2014
Horário: 13h30 às 17h00

Local: FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa

Informações atualizadas: www.fapesp.br/eventos/biota_bioemudancasclimaticas

Confirmação de presença: www.fapesp.br/eventos/biota_bioemudancasclimaticas/inscricao

Programação
22/05 - Biodiversidade e Mudanças Climáticas
13:30 Credenciamento
13:50 Abertura
14:00 A modelagem do impacto das mudanças climáticas na biodiversidade
Leonardo Meirelles, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste)
14:45 Efeitos potenciais do aquecimento global na distribuição de espécies da Mata Atlântica
Alexandre F. Colombo, Consultor- AC+DS Alexandre Colombo Design Sustentável
15:30 Intervalo
16:00 O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura
Eduardo Assad, Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA/EMBRAPA)

Evento gratuito/Vagas Limitadas

Informações
Tel.: (11) 3838-4394

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Sugestões de estacionamento:
Pio Park – Rua Pio XI, 1320
Tonimar – Rua Jorge Americano, 89

Agriculture and Climate Change

Agriculture and Climate Change 2015

Call for Abstracts

Agriculture and Climate Change  

Adapting Crops to Increased Uncertainty

15 - 17 February 2015, NH Grand Krasnapolsky Hotel, Amsterdam, The Netherlands 

The conference Agriculture and Climate Change: Adapting Crops to Increased Uncertainty will focus on the likely impact of climate change on crop production and explore approaches to maintain and increase crop productivity in the face of climate change.

Maintaining crop production to feed a growing population during a period of climate change is the greatest challenge we face as a species. 

The increasing crop yields during the Green Revolution in the last century were brought about mostly through the application of chemical fertilisers and pesticides (and during an uncommon period of climate stability). Yield increases have slowed and may go into decline as the world runs out of sources of phosphate and fossil energy used to produce nitrate fertilisers. New approaches to yield improvement are desperately needed to produce more climate resilient crops.


 

Call for Abstracts

Submit abstracts by 17 October 2014 

Abstracts for oral and poster presentations are invited on the conference topics and should be submitted using the online abstract submission system.

Topics

  • Increased agricultural uncertainty
  • Sustainability of agriculture
  • Abiotic stress
  • Biotic stress
  • Effects of CO2 on plant growth
  • Resource use efficiency
  • New crops for a new climate
  • Technologies for rapid crop improvement

Submit your abstract »

 


 

For further information on the conference and to sign up for email updates, visit: www.agricultureandclimatechange.com

 

Digitalizador para registro de dados sobre biodiversidade

abelhaAgência FAPESP – O Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (BioComp) e o Laboratório de Automação Agrícola (LAA) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) lançou a Biodiversity Data Digitizer (BDD), ferramenta desenvolvida para facilitar a digitalização, manipulação e publicação de dados sobre biodiversidade.

O digitalizador tem como objetivo construir bancos de dados, em laboratórios e instituições, mais completos e organizados e que permitam a interação e manipulação simples dos dados, especialmente aqueles coletados em campo e em pequenas coleções, que não justifiquem ou necessitem de um software de gerenciamento de coleções.

A BDD foi idealizada para melhorar a qualidade dos dados armazenados e auxiliar o usuário oferecendo sugestões de nomes científicos que já estejam em bancos oficiais ou que tenham sido obtidos a partir do Catálogo da Vida (Catalog of Life) para nomes taxonômicos. Caso o formulário seja preenchido com um nome já registrado, todos os outros campos ligados a ele, como o reino, o filo e a classe, por exemplo, serão preenchidos automaticamente, melhorando o registro de dados e diminuindo a chance de erros.

A plataforma conta ainda com a possibilidade de inserção de fotografias, áudios, vídeos e textos e oferece o recurso de importar ou exportar planilhas, facilitando o trabalho do pesquisador que já tenha seus dados catalogados nesse meio.

Além dos registros de instituições do Brasil, a BDD permite pesquisar bases de dados de algumas instituições do Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, México e Peru.

Antonio Saraiva, professor do PCS da Poli/USP e coordenador do BioComp, ressalta que a ideia é que essa ferramenta possa ser utilizada por muitas pessoas. “Também vai ao encontro do objetivo do BioComp, que é o de ser um ambiente de colaboração, de modo a facilitar o encontro de pessoas das várias áreas ligadas à Biodiversidade”, conclui.

Mais informações: www.biocomp.org.br/bdd

Link para a reportagem na Agência Fapesp: http://agencia.fapesp.br/18441

Livro “Polinizadores no Brasil”: trajetória, importância e repercussões

Acontecerá na próxima quarta-feira, dia 13 de novembro de 2013, a entrega da 55º edição do Prêmio Jabuti na Sala São Paulo. O livro “Polinizadores no Brasil” – organizado por Vera Lucia Imperatriz-Fonseca (USP-Participante do BioComp), Dora Ann Lange Canhos (CRIA), Denise de Araujo Alves (USP-Participante do BioComp) e Antonio Mauro Saraiva (USP-Coordenador do BioComp) – recebeu o terceiro lugar na categoria Ciências Naturais (http://bit.ly/17CLlC2).

Trajetória

Em 2008, o Dr. César Ades, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA), criou o grupo de estudos de Serviços dos Ecossistemas do IEA com o objetivo de iniciar os seus trabalhos focalizando o tema “Polinizadores no Brasil e serviços ambientais”, sob a coordenaçãoo da Drª Vera Lucia Imperatriz-Fonseca. Com um projeto encomenda do CTAGRO/CNPq (processo 575069/2008-2), foram reunidos 85 pesquisadores (oriundos de 38 instituições científicas em 16 estados brasileiros) especializados em biodiversidade, uso sustentável, conservação e serviços ambientais de polinizadores.

Durante os 3 anos seguintes da criação deste grupo de estudos, o objetivo principal foi a elaboração de um texto contextualizando o estado da arte sobre os polinizadores no Brasil, o seu impacto na biodiversidade, na agricultura e no agronegócio. Esse texto originou o livro “Polinizadores no Brasil: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais”, publicado em 2012 pela Edusp (http://bit.ly/18UIHS1).

Importância

“Este é o primeiro livro, publicado no país e em português, que trata do estado da arte do conhecimento sobre polinizadores no Brasil, tanto em áreas naturais como nos agroecossistemas. A preocupação com a polinização, como um elo entre conservação e agricultura, permeia nossas atividades. O desaparecimento das abelhas, detectado a partir de 2007 no hemisfério norte, trouxe uma preocupação adicional aos países desenvolvidos e uma busca por respostas de ações concretas para reverter este quadro. Porém, até o momento, não sabemos como se inicia a síndrome do desaparecimento das abelhas, caracterizada pela mortalidade repentina de toda a população das colmeias da abelha melífera. Na América do Norte, a perda tem sido de 30% das colônias por ano, com necessidade de importação de abelhas para promover a polinização na agricultura. Na Comunidade Europeia, a perda também é expressiva e preocupante. No Brasil, os primeiros casos foram detectados em 2011. Este é um exemplo dos riscos de perda dos serviços de polinização, especialmente quando a agricultura é dependente de uma espécie de polinizador.” Trecho do texto de Orelha do livro, por Braulio Ferreira de Souza Dias – Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Dentro deste cenário de desaparecimento de um dos polinizadores mais utilizados comercialmente, uma publicação como esta é de extrema importância, “pois cerca de 88% das plantas com flores e 35% das culturas agrícolas são dependentes de animais para polinização, um serviço ambiental regulatório vital. Embora o declínio de populações de polinizadores seja uma preocupação mundial, esta é mais pronunciada nos trópicos, onde a grande maioria das espécies arbóreas depende de animais polinizadores e onde há uma forte pressão antrópica sobre áreas naturais preservadas para finalidades agrícolas.”(blog do CRIA http://bit.ly/1a4uKEH)

Apesar de ter um foco grande nas abelhas (principais polinizadores), o livro também trata de polinizadores vertebrados – como os morcegos, pássaros e alguns mamíferos – e de outros invertebrados também importantes, como mariposas e besouros.

Além da questão do desaparecimento das abelhas, o livro enfoca a conservação dos ecossistemas que mantém esses animais, a importância da paisagem agrícola para os polinizadores, o perigo dos defensivos agrícolas, as bases de dados com informações de biodiversidade de polinizadores, plantas e suas interações, e também apresenta cenários futuros para alguns polinizadores a partir estudos de modelagem ecológica fundamentados nos cenários previstos de mudanças climáticas esperadas.

A partir das reflexões propostas em cada capítulo, seguem sugestões para implementar políticas públicas e boas práticas agrícolas. “Estamos em uma nova era, o Antropoceno, em que a população humana domina a Terra e cresce vertiginosamente. Essas pressões sobre os serviços ambientais valorizam toda a possibilidade de aumento de produção agrícola em pequenas áreas, sugerindo um novo desenho da paisagem, amigável aos polinizadores, e práticas de manejo mais adequadas. Além disso, as externalidades, como as mudanças climáticas globais, exigem um novo diálogo entre ciência e sociedade. O livro introduz as bases deste diálogo, e estimula a integração entre os setores público e privado.” (blog do CRIA http://bit.ly/1a4uKEH).

Repercussões

O lançamento do livro foi notícia em alguns portais que tratam do assunto e ganhou uma ótima matéria na Agência FAPESP (http://bit.ly/1aoAGVP), culminando na premiação do 3º lugar do Prêmio Jabuti 2013 na área de Ciências Naturais.

Atualizado

Fotos da Cerimônia de entraga do Prêmio Jabuti:

premio jabuti 1 premio jabuti 2 premio jabuti 3

Vídeo dos organizadores e editor recebendo o prêmio:

Links relacionados:

Site do livro

Loja virtual da Edusp

Blog do CRIA

Prêmio Capes de Tese 2013

O Prêmio Capes de Tese e o Grande Prêmio Capes de Tese são prêmios concedidos anualmente pela Capes às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo MEC, considerando os quesitos originalidade e qualidade. O Prêmio foi instituído no ano de 2005.

A solenidade de entrega do Prêmio Capes de Tese 2013 será realizada na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, no dia 13 de dezembro. Na sexta-feira, dia 04 de outubro, foi publicado no diário oficial os ganhadores dos prêmios, uma tese realizada pelos participantes do NAP Biocomp foi laureada com Menção Honrosa na categoria Teses de Doutorado:

Confira as teses premiadas em 2013: Prêmio Capes de Tese 2013

Conheça a BDD: Digitalize seus dados de observações e de coletas com facilidade e qualidade utilizando o Biodiversity Data Digitizer (BDD)

cartaz bddUtilize o BDD para digitalizar e organizar dados de observações e de coletas de espécimes de maneira fácil e com qualidade. Com esse software gerenciador de dados biológicos é possível associar imagens, vídeos e sons aos registros, bem como associar e organizar referências bibliográficas relevantes. Disponível na web a partir de qualquer computador com Internet, o BDD centraliza todos os seus dados em um único lugar de maneira organizada e segura, permitindo emitir relatórios e tratar da qualidade dos dados com ferramentas de prevenção, detecção e correção de erros.

Venha conferir como esta ferramenta pode te ajudar!

Dia 24/09/2013, às 10:30 h.

Local: Sala 201, Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, Instituto de Biociências da USP