Identificação Molecular da biodiversidade de invertebrados terrestres

Vigência: 2011 a 2013

Financiador: CNPq

 

O processo de descrição de novas espécies exige intenso esforço taxonômico e requer a atenção de taxonomistas experientes, normalmente especializados na análise morfológica de algumas poucas famílias ou gêneros. Em alguns grupos, há a escassez de caracteres taxonomicamente informativos ou ocorre a concentração destes caracteres em apenas um ou poucos órgãos ou em apenas uma fase de desenvolvimento ou em apenas um dos sexos, o que também contribui como fator limitante para a identificação taxonômica a partir de amostras de espécimes parcialmente danificados, imaturos ou fêmeas, por exemplo. Além da descrição de espécies novas, a identificação de espécies já descritas a partir da análise de amostras não identificadas oriundas de diversos projetos ou fontes (consultorias, inventários de biodiversidade, etc.) gera grande demanda para os taxonomistas, que poderia ser otimizada a partir da implementação de rotinas operacionais mais diretas e automatizadas. A estratégia de caracterização de sequências de “DNA barcodes” tem sido proposta como alternativa para auxiliar neste esforço. Neste sentido, deve-se ressaltar a importância de obter “DNA barcodes” em larga-escala para espécies já descritas, mas ainda não incluídas em bancos de dados, ampliando a abrangência - em termos de representação taxonômica, números de espécimes e amplitude geográfica – do acervo de referência, condição fundamental para maximizar o sucesso na identificação taxonômica (Hajibabaei et al., 2005). Nesta proposta, a análise de “DNA barcodes” irá promover a caracterização de espécies das ordens de Lepidoptera (750 sp), Hymenoptera (1.000 sp), Diptera (250 sp), Coleoptera (100 sp) e da classe Oligochaeta (150 sp). Atualmente existem dados de “DNA barcodes” para 49.639 espécies de Lepidoptera, 12.854 espécies de Hymenoptera, 6.313 espécies de Diptera e 4.941 espécies de Coleoptera, entretanto há pouca representação de espécies do Brasil. Os espécimes serão obtidos a partir da análise de amostras recém-coletadas e de exemplares preservados em museus e coleções entomológicas. Os grupos taxonômicos incluídos neste estudo são provenientes de uma ampla gama de biomas incluindo áreas de endemismo da Amazônia Oriental e Zona costeira do Pará, remanescentes de diferentes ecossistemas ameaçados de Mata Atlântica e áreas de Cerrado, contendo também espécies endêmicas e/ou raras, além de espécies de importância econômica, associadas a serviços ambientais (como polinizadores), exóticas invasoras, crípticas e em complexos de especiação.

Equipe

  • Cláudio de Oliveira - Coordenador da Rede
  • Ana Maria Lima de Azeredo-Espin - UNICAMP - Coordenador
  • Maria Cristina Arias - IB-USP
  • Rogério de Souza - UFA - Acre
  • Tiago Francoy - EACH-USP
  • Patrícia Maria Drumond  - EMBRAPA -Acre
  • Silvia Helena Sophia - UEL - Paraná
  • Rute Brito UFU- -Minas Gerais
  • Solange Augusto - UFU- Minas Gerais
  • Favízia de Freitas Oliveira - UFBA - Bahia

Instituições:

  • Instituto de Biociências da USP
  • Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP
  • Universidade Federal da Bahia
  • Universidade Federal do Acre
  • Universidade Estadual de Londrina
  • Universidade Federal de Uberlândia
  • Embrapa - Acre