Dinâmica temporal e espacial de comunidades de plantas-visitantes florais, por Luiza Carvalheiro

Luiza Carvalheiro, pesquisadora da Universidade de Leeds (Inglaterra) e do Museu Naturalis em Leiden (Holanda)

cartaz palestra luiza carvalheiro Realizada dia 30 de julho de 2013 às 14:00h na sala 250, prédio da Ecologia, Instituto de Biociências da USP

Durante o último século, a biodiversidade sofreu acentuadas perdas a nível regional e global. Além das graves consequências para o funcionamento dos ecossistemas naturais, a perda dos serviços de ecossistemas (ex. polinização, controle biológico) teve efeitos negativos adicionais para a sociedade (ex. diminuição da produtividade de campos agrícolas). A recente consciencialização e aumento da preocupação da sociedade sobre as consequências dessas perdas de biodiversidade levou à criação e implementação de várias políticas de conservação. A implementação dessas medidas intensificou-se após o estabelecimento da Convenção da Biodiversidade na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco92), cujo objetivo principal é a redução das perdas de biodiversidade a nível regional, nacional e global. Apesar de existir uma percepção geral que essas iniciativas não foram bem sucedidas, existem poucos estudos quantitativos que testem esta percepção. No entanto, em muitas regiões existe um grande númerode registros de espécies, coletados de forma não sistemática por naturalistas, colecionadores e taxonomistas. O recente desenvolvimento de métodos analíticos robustos que permitem a análise de dados não sistematizados, permitiu-nos fazer uso desses registros históricos para avaliar se a taxa de alteração de biodiversidade para plantas e polinizadores na região NO da Europa, comparando períodos de rápida intensificação de uso de território e perda de habitat natural (1930-1990),com períodos de aumento de investimento em conservação (após 1990).